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Zelensky descarta ceder terras à Rússia


Por Redação / Agora no Vale Publicado 18/08/2025
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crimeia

Às vésperas de se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou que seu país não aceitará ceder territórios à Rússia como condição para encerrar a guerra. A declaração foi feita no domingo (17), em publicação na rede X.

“Os ucranianos estão lutando por sua terra, por sua independência. Todos nós compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável. E a paz deve ser duradoura. Não como foi anos atrás, quando a Ucrânia foi forçada a ceder a Crimeia e parte do Donbas, e Putin simplesmente usou isso como trampolim para um novo ataque”, escreveu Zelensky.

O presidente ucraniano destacou ainda que “a Crimeia não deveria ter sido cedida naquela época, assim como os ucranianos não cederam Kyiv, Odesa ou Kharkiv depois de 2022”.

A publicação ocorre em meio à pressão internacional para que Kiev aceite concessões territoriais, diante do impasse que já se estende por três anos e meio desde a invasão russa em fevereiro de 2022.

Mais cedo, Trump também se manifestou nas redes sociais. Ele afirmou que Zelensky “pode encerrar a guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser, ou pode continuar lutando”. O republicano reiterou que considera inegociáveis a permanência da Crimeia sob controle russo e a exclusão da Ucrânia da Otan.

O encontro desta segunda-feira (18), em Washington, ocorre dois dias após Trump se reunir no Alasca com o presidente russo, Vladimir Putin, ocasião em que declarou ter visto “grande progresso” em direção ao fim do conflito.

Zelensky estará acompanhado por sete líderes europeus, entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

A reunião é vista como um momento decisivo para definir os próximos passos da guerra e para medir a disposição de Kiev e de seus aliados em relação às propostas de cessar-fogo defendidas por Trump.