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Senado adia votação de PEC que proíbe reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República


Por Redação Publicado 07/05/2025
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal adiou, pela segunda vez, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a possibilidade de reeleição para os cargos de prefeito, governador e presidente da República. O adiamento ocorreu nesta quarta-feira (7), após parlamentares solicitarem vista do texto apresentado pelo relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Fim da reeleição e renovação política

De autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a proposta impede a reeleição para chefes do Executivo já a partir dos pleitos de 2028 e 2030. Ou seja, prefeitos eleitos em 2024 não poderão buscar novo mandato em 2028, e a mesma regra valerá para governadores e o presidente eleitos em 2026.

O relator defendeu a mudança como uma forma de ampliar a alternância de poder e reduzir o uso da máquina pública em campanhas de reeleição.

— O fim da reeleição visa tornar o processo eleitoral mais justo, diminuir o uso da máquina pública em benefício próprio e fortalecer o princípio da alternância de poder — declarou Marcelo Castro.

Ampliação dos mandatos e eleições unificadas

Além de proibir a reeleição, a PEC propõe alterações significativas no calendário e duração dos mandatos. A ideia é que, a partir de 2034, as eleições municipais e nacionais ocorram em um único dia, o que unificaria os processos eleitorais em todas as esferas.

A proposta também prevê a ampliação do tempo de mandato dos seguintes cargos eletivos:

  • Vereadores
  • Deputados estaduais
  • Deputados federais
  • Prefeitos
  • Governadores
  • Presidente da República

Atualmente com quatro anos, os mandatos passariam a ser de cinco anos. Já os senadores, que atualmente têm mandatos de oito anos, passariam a cumprir dez anos de mandato. A proposta estabelece um período de transição: senadores eleitos em 2030 cumpririam um mandato de nove anos.

Tramitação e próximos passos

Ainda não há data definida para a nova votação da proposta na CCJ. Após análise e eventual aprovação na comissão, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado e, posteriormente, tramitar na Câmara dos Deputados para que entre em vigor.