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Um lajeadense participou da conquista do Inter da Copa do Brasil em 92


Por Redação / Agora no Vale Publicado 18/09/2019
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“No pênalti o Célio Silva arrancou meio quilo de terra junto com a bola. Mas o importante é que ela entrou”, lembra Everton Giovanella, que hoje está na torcida pelo bicampeonato

O lajeadense Everton Giovanella, 49 anos, esteve no grupo do Internacional que conquistou a Copa do Brasil de 1992 – o único título do clube nessa competição até aqui, o que pode mudar com o jogo da noite desta quarta-feira, 18. “Tenho certeza de que o time vai fazer a alegria da massa colorada, e vai buscar esse título tão esperado”, declara o ex-jogador formado no Lajeadense, que chegou no Inter aos 21 anos e na sequência construiu sua carreira na Espanha.  

O Colorado recebe o Athletico Paranaense às 21h30min, e se vencer por dois gols de diferença conquista o bicampeonato. Em caso de vitória por um gol, a decisão vai para os pênaltis. “A gente espera um jogo de superação, de uma equipe que vai jogar em casa, onde tem feito grandes jogos, e tem no elenco jogadores consagrados e experientes”, observa Giovanella. Ex atleta, empresário e dirigente do EC Lajeadense, Giovanella concedeu entrevista ao Agora no Vale.

Ex-atleta, Giovanella é ídolo no Celta, da Espanha

Entrevista

Agora no Vale – Qual é a melhor lembrança daquele ano?

Everton Giovanella – A melhor lembrança é o dia do título, o jogo, a final, a comemoração. Um título inédito que se buscava há muito tempo e quem em 92 se fez realidade. Algo inesquecível.

Agora no Vale – Você tinha recém chegado ao Inter. Como foi sua participação na Copa do Brasil?

Giovanella – Estava começando. Naquela época chegava mais tarde na elite. Cheguei no Inter com 21 para 22 anos, e foi realmente meu começo em nível mais expressivo. Não joguei tanto a Copa do Brasil, apenas tive alguma participação. A equipe era muito recheada de grandes atletas, e a nível tático muito bem treinada pelo Antônio Lopes. Levava pouco gol e trazia dificuldades enormes pro adversário. Uma equipe equilibrada e com talento, jogadores de nível. E que estavam na sua maioria no auge da carreira. E eu esperando oportunidade. Depois saí para Europa e lá eu fiz cerca de 90% da carreira. E graças a Deus lá tive êxitos, vitórias, conquistas e a felicidade de ter o sonho realizado.

Agora no Vale – Como foi a campanha?

Giovanella – A campanha, os mata-matas, são todos emocionantes. Não existe nenhum jogo da Copa do Brasil que seja muito fácil. Todos têm seu nível de dificuldade, e na época era igual. As equipes de nível inferior lotavam os estádios, dificultavam muito. Mas fizemos uma campanha muito inteligente. E os dois jogos da final foram muito equilibrados, e o título foi decidido em um lance. Teve a polêmica do pênalti em cima do nosso querido amigo Pinga, zagueiro, e convertido por outro zagueiro, o Célio Silva. Na comemoração do título a gente brincou com o Célio, que no pênalti ele arrancou meio quilo de terra junto com a bola (risos). Mas o importante é que ela entrou.

Agora no Vale – O que essa conquista representa para ti?

Giovanella – Ficamos na história do clube. Motivo de orgulho, de satisfação, uma massa de torcedores colorados no Rio Grande do Sul e fora dele, que naquele dia viveram um estado de êxtase, de alegria infinita. Então ficamos orgulhosos de ter feito parte. É uma conquista na carreira que tive e sou muito grato por isso.

Agora no Vale – Te considera mais torcedor do Lajeadense, Inter ou Celta?

Giovanella – Me considero primeiro Lajeadense. O meu clube que me formou como atleta, me deu oportunidade. Depois colorado, não aquele fanático, pois depois que a gente acaba sendo atleta profissional tua acaba criando carinho por todos os clubes que passa, então sou bastante Lajeadense, um pouco Inter, um pouco Celta, um pouco Salamanca. Mas com certeza fica um carinho muito grande pelo Inter e estou na torcida.

Reportagem: Leonardo Heisler