PF prende suspeitos de abusar de mulheres sedadas em operação contra grupo investigado por crimes sexuais

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Somnus, que investiga uma organização envolvida em crimes sexuais contra mulheres sedadas e na disseminação de imagens de violência sexual pela internet. A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão no Rio Grande do Sul e no Pará.
Um homem de 29 anos foi preso em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, ele é suspeito de abusar sexualmente da própria irmã e de uma prima. Outro investigado, de 37 anos, foi preso em Castanhal (PA), suspeito de cometer os crimes contra a própria esposa.
Grupo compartilhava vídeos e orientações pela internet
De acordo com a Polícia Federal, os investigados participavam de grupos em plataformas digitais e no aplicativo Telegram, onde compartilhavam vídeos contendo cenas de violência sexual contra mulheres inconscientes.
As investigações apontam ainda que os integrantes trocavam informações sobre substâncias com efeito sedativo e discutiam formas de utilizá-las para praticar os abusos e registrar as agressões.
Durante a operação, foram apreendidos telefones celulares, computadores e medicamentos, que passarão por perícia.
Investigação começou após cooperação internacional
A apuração teve início em 2025, a partir de informações repassadas pela Polícia Criminal da Alemanha (BKA), em uma ação coordenada pela Europol para combater redes internacionais de compartilhamento de material relacionado a abusos sexuais.
Segundo a PF, a investigação já resultou em cinco prisões e no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão ao longo das diferentes fases da operação.
Investigados poderão responder por diversos crimes
Conforme a Polícia Federal, os suspeitos poderão responder por crimes como:
- Estupro de vulnerável;
- Divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável;
- Registro não autorizado da intimidade sexual;
- Outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das investigações.
A PF informou que a investigação prossegue para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da rede criminosa.







