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Após três meses positivos, Produção industrial do RS recua 5,7% em outubro, maior queda do País


Por Redação Publicado 09/12/2025
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Setores de celulose, papel e produtos de papel e derivados de petróleo influenciaram esse comportamento da indústria gaúcha

Em outubro de 2025, a produção industrial no Rio Grande do Sul teve queda de 5,7%, o recuo mais intenso do país em termos absolutos e a segunda maior influência negativa sobre o resultado nacional do mês (0,1%). O estado interrompeu, assim, três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 10,8%. “Setores de celulose, papel e produtos de papel e derivados de petróleo influenciaram esse comportamento da indústria gaúcha”, explica Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

A média móvel trimestral foi de 0,9% no trimestre encerrado em outubro. Em relação a outubro de 2024, na série sem ajuste, houve crescimento de 1,8%, quinto resultado positivo em 2025, na comparação mês/mesmo mês no ano anterior. Os acumulados no ano e nos últimos 12 meses têm o mesmo valor: 2,3%.

Dez das 14 atividades da indústria tiveram aumento na produção frente a outubro de 2024

Em outubro de 2025, a indústria gaúcha teve avanço de 1,8% frente a outubro de 2024, com resultados positivos em dez das 14 atividades pesquisadas no estado. Vale citar que outubro de 2025 (23 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (23).

Das dez atividades com avanço na produção, a fabricação de produtos alimentícios (5,9%) respondeu por 1,3 ponto percentual (p.p.) do crescimento global de 1,8% da indústria gaúcha. Na sequência, a segunda maior contribuição positiva veio da celulose, papel e produtos de papel (27,5% e 1,1 p.p.).

Entre os segmentos com queda na produção em relação ao mesmo mês do ano passado, a influência mais relevante foi a dos produtos químicos (-10,5% e -1,2 p.p.).

A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional (PIM-PF) produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.