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Homem é preso após se passar por influenciadora para aliciar menores


Por Redação / Agora no Vale Publicado 11/06/2026
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Policia civil

Investigação da Delegacia de Cidreira revela esquema eletrônico em que o suspeito prometia dinheiro, contratos e celulares a crianças e adolescentes em troca de imagens íntimas.

Uma ação coordenada da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul resultou na prisão preventiva, na última terça-feira, de um homem acusado de cometer estupro de vulnerável virtual contra menores de idade. A captura ocorreu na capital paulista e integra a chamada Operação Fake Rosa, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Cidreira, no Litoral Norte gaúcho.

O caso vinha sendo investigado sob sigilo desde março deste ano, quando os primeiros indícios da atividade criminosa surgiram. De acordo com o inquérito policial, o suspeito utilizava uma estratégia dissimulada para se aproximar das vítimas: criava perfis falsos nas redes sociais e se passava por uma influenciadora digital de grande sucesso entre o público infantil e infanto-juvenil.

O Modus Operandi

Com a falsa identidade, o homem infiltrava-se em grupos do aplicativo de mensagens WhatsApp frequentados por crianças e adolescentes. Para ganhar a confiança dos jovens e de seus responsáveis, ele se apresentava como uma empresária do ramo do entretenimento.

A partir desse contato, o investigado passava a atrair as vítimas com promessas de ascensão financeira e profissional, oferecendo supostos contratos de agenciamento, quantias em dinheiro e objetos como aparelhos celulares de última geração. Em contrapartida, o indivíduo exigia o envio de fotografias e vídeos de cunho íntimo.

Ação Interestadual e Captura

Após meses de diligências e com provas coletadas, a equipe da Delegacia de Cidreira, sob a coordenação do Delegado de Polícia Marco Swirski, representou pelas medidas cautelares junto ao Poder Judiciário. Com os mandados expedidos, a ofensiva policial exigiu deslocamento interestadual.

A comitiva, composta pelo delegado e mais três agentes da Polícia Civil gaúcha, viajou até São Paulo. Em solo paulista, a operação contou com o apoio estratégico da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) local, unidade especializada no combate à pedofilia. Após buscas na capital, o alvo foi localizado e detido.

Durante o ato da prisão, as autoridades apreenderam diversos dispositivos eletrônicos em posse do suspeito. Os equipamentos serão submetidos a uma perícia técnica promovida pelos órgãos oficiais com o objetivo de mapear a extensão dos crimes e verificar o armazenamento de mídias ilícitas.

Acusações Formais

Até o presente estágio das apurações, o investigado responderá em âmbito judicial por crimes tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal Brasileiro:

  • Estupro de vulnerável virtual: consumado pela indução de menores a atos libidinosos via internet.
  • Produção de pornografia infantil: decorrente da obtenção dos registros íntimos.
  • Armazenamento de pornografia infantil: a ser ratificado na análise dos dispositivos apreendidos.
  • Aliciamento de crianças: configurado pelas abordagens direcionadas a fins libidinosos.

A Polícia Civil alerta a pais e tutores sobre a importância de monitorar as interações e os grupos virtuais integrados por menores, reforçando que o ambiente digital tem sido utilizado por criminosos sob o disfarce de falsos perfis profissionais.