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Shoppings trocam lojas por espaços de lazer e entretenimento para enfrentar avanço do e-commerce


Por Redação Publicado 05/06/2026
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Abstract blur shopping mall
foto ilustrativa FreePik

O crescimento do e-commerce está provocando uma transformação profunda no varejo físico. Em diversos países, os tradicionais centros comerciais estão deixando de ser apenas espaços de compras para se tornarem verdadeiros polos de entretenimento, convivência e experiências imersivas.

A mudança reflete um novo comportamento dos consumidores, especialmente entre os mais jovens, que valorizam cada vez mais momentos de lazer, interação social e experiências que não podem ser reproduzidas no ambiente digital.

Shoppings deixam de ser apenas centros de compras

Durante décadas, o modelo predominante nos shopping centers foi baseado em uma divisão simples: aproximadamente 70% do espaço destinado a lojas e 30% voltado para alimentação e lazer.

A principal métrica utilizada pelo setor sempre foi o faturamento por metro quadrado. Agora, esse conceito vem perdendo espaço para um novo indicador considerado estratégico: o tempo de permanência do cliente.

Quanto mais tempo o consumidor permanece no local, maiores são as chances de consumir em restaurantes, lojas e serviços.

Entretenimento vira a nova âncora do varejo

Espaços antes ocupados por grandes lojas de departamento estão sendo convertidos em atrações voltadas ao lazer. Entre as opções que ganham espaço estão arenas de e-sports, simuladores de golfe, parques temáticos, experiências interativas e áreas gastronômicas sofisticadas.

Em períodos de grandes eventos, como a Copa do Mundo, até atividades simples, como pontos de troca de figurinhas, tornam-se ferramentas para atrair visitantes e aumentar o fluxo de pessoas.

A estratégia busca transformar os shoppings em destinos de entretenimento, e não apenas em locais de compra.

Experiências presenciais atraem novas gerações

Especialistas apontam que a busca por experiências coletivas é um dos principais fatores por trás dessa mudança.

Mesmo com o crescimento das vendas online, muitos consumidores desejam participar de atividades presenciais, compartilhar momentos e vivenciar experiências que não podem ser substituídas por uma tela de celular.

Esse fenômeno tem fortalecido o conceito de varejo experiencial, modelo que combina consumo, lazer e interação social.

Efeito impulsiona vendas e reduz espaços vazios

O entretenimento também gera um impacto indireto importante para lojistas e administradores de centros comerciais.

Conhecido como efeito halo, o fenômeno ocorre quando o consumidor visita o local motivado por uma atração ou evento e acaba realizando compras em lojas ou consumindo em restaurantes.

Além disso, empreendimentos que apostaram na combinação entre varejo e entretenimento registram menores índices de vacância e maior valorização imobiliária, tornando o modelo mais resiliente diante das mudanças do mercado.

Futuro do varejo passa pela conexão emocional

Com boa parte das compras de conveniência migrando para o ambiente digital, o papel das lojas físicas está sendo redefinido.

Mais do que vender produtos, os espaços comerciais passam a oferecer experiências, criar vínculos emocionais e proporcionar momentos de lazer. A tendência indica que o futuro do varejo físico será cada vez mais ligado ao entretenimento, à convivência e à criação de experiências memoráveis para os consumidores.