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Irã ataca base militar dos EUA no Catar após operação “Martelo da Meia-Noite”


Por Redação Publicado 23/06/2025
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Ataque atingiu explosões em Doha e mira principal base americana

O Irã lançou seis mísseis em direção à base aérea americana de Al Udeid, no Catar, na tarde desta segunda-feira (23), informa o site Axios, citando autoridades israelenses e ocidentais. A base abriga mais de 10 000 militares dos EUA e representa o principal ponto de apoio americano na região .

Moradores de Doha ouviram explosões que sacudiram a capital Qatarí durante o ataque. O governo do Catar chegou a fechar o espaço aéreo e suspender voos, recomendando que a população permanecesse em locais seguros

Reação dos EUA e aliados

A Casa Branca informou que monitorava o risco de represália após a operação Martelo da Meia‑Noite, conduzida pelos Estados Unidos na noite de sábado (21/06), quando aeronaves B‑2 stealth, submarinos e forças aéreas americanas atingiram instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan O Pentágono revelou o uso de bombas bunker-busters GBU‑57 e mísseis Tomahawk, com decoys para enganar as defesas iranianas.

Em Washington, o presidente Trump convocou equipe de segurança nacional para avaliar o cenário. Ele alertou que qualquer retaliação seria respondida “com força muito maior”

Contexto militar e diplomático

A operação Martelo da Meia‑Noite envolveu mais de 125 aeronaves e marcou o emprego de bombas GBU‑57 em combate real pela primeira vez . Imagens de satélite já mostram cratera e bloqueio nas entradas do complexo subterrâneo de Fordow, embora os danos internos ainda não tenham sido totalmente avaliados.

Após o ataque, o premiê israelense Benjamin Netanyahu elogiou Trump, afirmando que a ação “muda a história” . Já o Irã declarou que as ações eram uma violação do direito internacional, negou danos irreversíveis e prometeu resposta para defender sua soberania .

Riscos de escalada regional

Especialistas alertam para risco de ampliação do conflito, com potencial retomada de ataques à navegação no estreito de Hormuz ou envolvimento de milícias regionais apoiadas pelo Irã Enquanto isso, líderes internacionais, inclusive da Europa, pedem contenção e negociação.