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Marte pode revelar sinais de vida antiga com nova missão espacial


Por Redação Publicado 10/07/2026
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A busca por sinais de vida em Marte ganhou um novo impulso após cientistas identificarem extensos depósitos de argila na região de Oxia Planum, local escolhido para o pouso do rover Rosalind Franklin, da missão ExoMars, da Agência Espacial Europeia (ESA). O lançamento está previsto para 2028.

O estudo, publicado na revista científica ScienceDirect, aponta que esses minerais podem preservar vestígios de um período em que o planeta possuía água em abundância, aumentando as chances de encontrar evidências de vida microbiana que possa ter existido há bilhões de anos.

Segundo a ESA, o rover utilizará equipamentos capazes de analisar o solo e perfurar até dois metros de profundidade, investigando camadas protegidas da radiação e das condições extremas da superfície marciana. A expectativa é confirmar, diretamente no local, as informações obtidas por satélites em órbita.

Pesquisadores acreditam que Oxia Planum tenha sido, no passado, um ambiente semelhante ao leito de um antigo mar, reunindo água, minerais e nutrientes que poderiam ter criado condições favoráveis ao surgimento de formas primitivas de vida.

Marte já teve rios e lagos

A hipótese mais aceita entre os cientistas é que Marte possuía uma atmosfera muito mais densa há cerca de três bilhões de anos. Nesse período, rios e lagos ocupavam parte da superfície do planeta, antes que mudanças climáticas provocassem a perda da maior parte da água e da atmosfera.

Esse passado faz do planeta vermelho um dos principais alvos da exploração espacial em busca de respostas sobre a existência de vida fora da Terra.

Caso a missão encontre moléculas orgânicas ou outros indícios preservados nas argilas marcianas, a descoberta poderá representar um dos maiores avanços da ciência na compreensão da evolução dos planetas e da possibilidade de vida em outros mundos.