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Cuba perde uso de famosas redes de cartões de crédito e enfrenta novo golpe na economia


Por Redação Publicado 08/06/2026
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A crise econômica de Cuba ganhou mais um capítulo com a suspensão das operações das bandeiras Visa e Mastercard no país. A decisão ocorreu após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, que ampliaram as restrições sobre empresas com atuação no mercado cubano.

A medida representa mais um desafio para a ilha, que já enfrenta dificuldades para recuperar sua economia após os impactos da pandemia e a queda no fluxo de turistas internacionais.

Sanções dos EUA pressionam empresas

As novas determinações do governo norte-americano estabelecem que empresas que mantiverem operações em Cuba podem sofrer restrições de acesso ao mercado financeiro e ao sistema bancário dos Estados Unidos.

Diante desse cenário, a companhia responsável por operar as duas maiores bandeiras de cartões de crédito do mundo no território cubano encerrou oficialmente suas atividades neste fim de semana.

Turismo pode ser um dos setores mais afetados

A saída dos sistemas internacionais de pagamento deve impactar diretamente o turismo cubano, considerado um dos principais motores econômicos do país.

Sem a possibilidade de utilizar cartões internacionais, visitantes estrangeiros passam a depender principalmente de dinheiro em espécie, reduzindo a praticidade das viagens e tornando o destino menos competitivo em relação a outros mercados turísticos da região.

Especialistas avaliam que a medida pode dificultar ainda mais os esforços para recuperar o número de visitantes internacionais.

Economia segue sem recuperação total

Os indicadores econômicos mostram que Cuba ainda enfrenta dificuldades para retornar aos níveis anteriores à pandemia.

Em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do país sofreu uma retração próxima de 11%. Já em 2023, a economia voltou a registrar queda, desta vez de 1,9%, ampliando problemas relacionados à escassez de combustíveis, alimentos e produtos básicos.

Número de turistas despencou

O enfraquecimento do setor turístico é um dos principais reflexos da crise econômica cubana.

Dados recentes indicam que o país recebeu cerca de 1,8 milhão de visitantes em 2025, número muito inferior aos mais de 4,2 milhões de turistas registrados em 2019, antes da pandemia.

A redução do fluxo de viajantes afeta diretamente hotéis, restaurantes, transporte e diversos segmentos ligados à atividade turística.

Pressão sobre o setor privado aumenta

Além da suspensão das operações de Visa e Mastercard, redes internacionais de hotéis também anunciaram sua saída de Cuba nos últimos dias.

O movimento reforça a pressão sobre a economia da ilha, que enfrenta dificuldades para atrair investimentos, ampliar receitas em moeda estrangeira e recuperar setores considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Com novas restrições financeiras e menor presença de empresas internacionais, analistas apontam que o país poderá enfrentar obstáculos ainda maiores para reverter sua atual crise econômica.