Atleta de Santa Clara do Sul conquista espaço no Grêmio

Luis Henrique Hoffmann, 17 anos, o “Zinho”, pode ser mais um jogador a se destacar pelo lado esquerdo do ataque
Pela ponta esquerda do Grêmio já brilharam Pedro Rocha e Éverton, e agora é a vez de Pepê e Ferreirinha. Logo adiante pode ser a vez do santa-clarense Luis Henrique Hoffmann, 17 anos, o “Zinho”, formado na escolinha de Santa Clara do Sul e lapidado pelo Grêmio desde a infância.
No alojamento de Eldorado do Sul, onde está desde os 14 anos, o atacante da base já morou com Pepê, Matheus Henrique, Gui Azevedo e Guilherme Guedes, e ainda conviveu com Jean Pierre, Ferreira, entre outros, e à sombra de todos eles quer buscar seu espaço no time titular.
Zinho tem Éverton, o Cebolinha, como grande ídolo e espelho, e agora observa mais Pepê e Ferreira. “São craques”. No Brasileirão sub-17 deste ano marcou 5 gols em 9 jogos, e elege como o mais importante aquele contra o Palmeiras, na vitória por 3 a 0 no Allianz Parque. Seu gol foi o segundo. O atleta de base tem velocidade e finalização e também puxa bastante o jogo para o meio de campo. Mas entende que pode crescer muito mais.
Com 17 anos já ganha um salário que o permite se manter bem e ainda ajudar a família quando eles precisam. E não precisa se preocupar em relação a negociações do seu passe. “Sou do Grêmio, desde criança”.
Do seu alojamento, pela internet Zinho concedeu entrevista ao Agora no Vale.

Entrevista
Agora no Vale – Como foi teu início no futebol. O que te levou a gostar, e como foi essa trajetória até chegar no Grêmio?
Luis Henrique Hoffmann – Eu jogo bola desde que me lembro por gente, jogava por causa do meu pai e do meu irmão. Comecei na escolinha de futebol de Santa Clara do Sul com 6 anos e fiquei lá até os 10 anos. Fui chamado pro Grêmio através de um amistoso que fizemos contra eles, e fiquei dos meus 10 até os 13/14 anos indo todo dia pra Porto Alegre pra treinar. Pra ir pra lá revezava eu e mais um guri de Marques de Souza que jogava lá também. Um dia levava meu pai, João carlos Hoffmann, ou um amigo dele, o André Luiz Konig, que foi muito importante para eu estar onde estou hoje, e um dia o pai do outro guri.
Com 14 anos fui morar no alojamento e volto pra casa quando temos folga. Sou gremista desde sempre, e fiquei muito feliz desde o primeiro contato com o Grêmio, ainda mais que eu era criança. Para mim aquilo era uma sensação indescritível.
Agora no Vale – Qual é a rotina, como atleta, do momento que acorda e vai dormir?
Hoffmann – Acordo às 8h pra tomar café da manhã, logo em seguida vamos todos pro treino, treinamos das 9h até as 11h30min, normalmente, depois do treino voltamos pro alojamento pra almoçar. Depois do almoço eu descanso no meu quarto até umas 14h, e então vou estudar. Temos que deixar em dia os trabalhos que a escola manda para não acumular demais. Depois dos estudos não tenho mais nenhum compromisso no dia, aí jantamos lá pelas 18h30min, e pelas 21 tem a ceia que é a última refeição do dia. Depois disso fico no quarto mexendo no celular ou jogando play até umas 22h40min, e logo em seguida vou dormir.
Agora no Vale – Como tu analisa teu atual momento, e qual é a tua perspectiva de chegar no titular?
Hoffmann – Acredito que meu desempenho esteja bom, uma média boa de gols no ano. O gol mais marcante desse Brasileirão foi contra o Palmeiras, na vitória de 3 a 0 lá no Allianz Parque. Fiz o segundo gol. Mas acredito que posso melhorar ainda mais. Render mais em campo.
Agora no Vale – O Grêmio criou uma escola para desenvolver jogadores do lado esquerdo?
Hoffmann – Acredito que não, por que já cheguei no Grêmio com essas características. Acredito que o Grêmio procura crianças já com essas características.
Agora no Vale – O Renato ou o pessoal da comissão técnica assiste aos jogos?
Hoffmann – Pessoalmente não, mas acredito que de vez em quando devem olhar alguns lances dos jogos pela internet.
Agora no Vale – Como tu já está chegando perto de ir pros profissionais, e está fazendo gols, já começou um pouco de tietagem de torcedores? Mudou a tua rotina neste sentido, seja presencial ou pela internet? E como tu lida com isso pra não interferir na carreira?
Hoffmann – Pela internet mudou muito, torcida gremista começou a me acompanhar bem mais agora. Eles mandam de apoio, dizendo que estou jogando bem e se continuar assim logo vou estar no profissional. Eu fico feliz pelo apoio e torcida que eles me dão, mas na hora de entrar em campo eu tento esquecer tudo isso e focar só no jogo/treino.
Agora no Vale – Qual é a tua maior motivação pra ser um jogador?
Hoffmann – Eu jogo futebol pela minha mãe (Adriana Inês Matte) e pelo meu pai. Meu maior sonho é dar uma condição de vida muito boa pra eles.


Reportagem: Leonardo Heisler – Agora no Vale





