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Terremoto na Venezuela é sentido em áreas do Brasil, mas País segue longe de risco de tragédia sísmica


Por Redação Publicado 26/06/2026
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tremores abalos sísmicos terremoto terra AI FreePik
ilustrativa FreePik

Os fortes terremotos na Venezuela, que já deixaram centenas de mortos e milhares de feridos, também foram sentidos em partes do território brasileiro, especialmente na Região Norte. O fenômeno gerou preocupação entre moradores e levantou uma dúvida comum: afinal, um grande terremoto em países vizinhos pode representar perigo para o Brasil?

Especialistas afirmam que, embora os tremores possam ser percebidos a grandes distâncias, o território brasileiro permanece entre as áreas mais seguras do planeta quando o assunto é atividade sísmica.

Tremores foram sentidos a milhares de quilômetros

Os dois terremotos que atingiram a Venezuela ocorreram com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, configurando um raro fenômeno conhecido como “sismo gêmeo”, quando dois grandes abalos acontecem em sequência e em regiões muito próximas.

As ondas sísmicas viajaram pela crosta terrestre e chegaram ao Brasil, provocando relatos de prédios balançando em cidades como Belém, Manaus e Macapá. Em alguns locais, edifícios foram evacuados por precaução.

Segundo especialistas, esse efeito ocorre porque as ondas geradas pelo terremoto interagem de formas diferentes com cada tipo de construção.

Por que prédios balançam mesmo tão longe do epicentro?

O movimento observado em edifícios não significa risco de desabamento. De acordo com sismólogos, o solo e a estrutura do prédio vibram em velocidades diferentes, criando a sensação de balanço, principalmente nos andares mais altos.

Apesar do susto, a energia que chega ao Brasil após percorrer milhares de quilômetros não é suficiente para provocar danos estruturais em construções adequadas.

Isso explica por que os tremores foram percebidos, mas não causaram destruição em território brasileiro.

Brasil também registra terremotos

Embora exista a crença de que o Brasil não sofre terremotos, o país registra abalos sísmicos regularmente. A diferença é que a maioria deles possui baixa intensidade.

O exemplo mais expressivo ocorreu no Acre, onde foi registrado um tremor de magnitude 6,6. Mesmo assim, não houve devastação semelhante à observada em países localizados sobre limites de placas tectônicas.

Isso acontece porque os terremotos que atingem a região amazônica costumam ter origem em grandes profundidades, entre 500 e 600 quilômetros abaixo da superfície. Ao percorrer essa distância, a energia se dissipa significativamente.

Risco de grande terremoto no Brasil é considerado muito baixo

No interior do país existem falhas geológicas antigas que eventualmente produzem pequenos tremores em estados como Minas Gerais, Bahia, Pará e outras regiões.

Normalmente, esses eventos apresentam magnitudes baixas e raramente provocam danos materiais. Especialistas afirmam que a possibilidade de um grande desastre sísmico com epicentro em território brasileiro é considerada extremamente reduzida.

Embora a natureza esteja em constante transformação, os estudos indicam que o Brasil permanece distante das áreas de maior atividade tectônica do planeta.

Como funciona o monitoramento dos tremores

A vigilância sísmica brasileira é realizada pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que conta com cerca de 120 estações espalhadas pelo país.

Os equipamentos registram as ondas sísmicas e enviam os dados para análise especializada. Dependendo da localização do terremoto, as ondas podem levar entre quatro e seis minutos para alcançar os sensores brasileiros.

Antes de qualquer informação ser divulgada oficialmente, os registros passam por revisão humana, reduzindo o risco de erros e garantindo maior precisão nos alertas.

Venezuela vive um dos piores desastres de sua história recente

Enquanto o Brasil permanece em situação segura, a Venezuela enfrenta uma enorme operação de resgate após os terremotos que devastaram parte do país.

As autoridades seguem procurando desaparecidos sob os escombros e atualizando os números de vítimas, em uma tragédia que já é considerada uma das mais graves da história venezuelana nas últimas décadas.