Prévia da inflação desacelera; marca 0,41% em junho, aponta IBGE

O índice de inflação prévia do Brasil mostrou desaceleração em junho. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o IPCA-15 avançou 0,41%, resultado 0,21 ponto percentual abaixo do registrado em maio, quando a taxa havia sido de 0,62%.
O movimento indica perda de força na variação de preços, embora alguns setores ainda tenham impacto relevante no custo de vida das famílias brasileiras.
Alimentação e habitação puxam alta dos preços
Os grupos de Alimentação e bebidas e Habitação foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária no mês.
A alimentação registrou alta de 0,74%, enquanto a habitação avançou 0,72%. Juntos, os dois segmentos responderam por cerca de 66% do resultado geral do índice, reforçando o peso de itens básicos no comportamento da inflação.
Entre os fatores mais sensíveis ao consumidor estão produtos de supermercado e custos ligados à moradia, como energia e manutenção.
Inflação acumulada segue em trajetória de alta
O indicador acumulado no semestre ficou em 3,45%. Já no período de 12 meses, o avanço chegou a 4,80%, acima dos 4,64% observados no intervalo imediatamente anterior.
No recorte trimestral, o chamado IPCA-E — versão acumulada do IPCA-15 — ficou em 1,93%, também acima do registrado em igual período de 2025, quando marcou 1,05%.
Esses números mostram que, apesar da desaceleração mensal, o nível geral de preços ainda mantém trajetória de crescimento ao longo do tempo.
Como o IPCA-15 é calculado
O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do país, o IPCA. A diferença está no período de coleta e na abrangência da pesquisa.
Para o cálculo de junho, o IBGE considerou a variação de preços entre 16 de maio e 16 de junho, comparando com o período de 16 de abril a 15 de maio de 2026.
Em junho de 2025, a taxa havia sido de 0,26%, abaixo do resultado atual.
Sinal para política econômica
A desaceleração da inflação mensal pode ser interpretada como um sinal de alívio no curto prazo, mas os números acumulados ainda indicam pressão inflacionária persistente.
O comportamento dos preços segue no radar de economistas e do mercado financeiro, especialmente em relação a possíveis impactos sobre juros e consumo no país.






