Israel declara guerra após ataque; 1,2 mil pessoas já morreram

O conflito entre Israel e o grupo Hamas, que está no terceiro dia nesta segunda-feira, 9 de outubro, resultou na perda de vidas de pelo menos 1.200 pessoas, com 700 em Israel, 493 na Faixa de Gaza e 7 na Cisjordânia, de acordo com o último balanço. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.
O porta-voz das forças militares de Israel informou que as tropas continuam envolvidas em combates em sete ou oito pontos ao redor da Faixa de Gaza neste dia.
No sul do país, foram implantadas quatro divisões de combate, mas a operação tem levado mais tempo do que o esperado para garantir a segurança na região, de acordo com a defesa de Israel.
Relatos da imprensa internacional também mencionaram novas explosões na Faixa de Gaza, enquanto o sistema de defesa de Israel conseguiu interceptar foguetes inimigos no sul do país.
Durante a noite de domingo, Israel afirmou ter atacado 500 alvos ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica.
A escalada das tensões começou no sábado, quando o grupo extremista Hamas lançou um ataque contra Israel, disparando foguetes contra cidades israelenses a partir da Faixa de Gaza e enviando homens armados para o território israelense por terra, ar e mar.
Israel respondeu aos ataques declarando estado de guerra e prometendo que a Faixa de Gaza pagará um “preço pesado” que mudará a realidade de gerações, de acordo com o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também prometeu uma vingança poderosa, afirmando que estão em guerra e vão vencer.
No domingo, um ataque promovido pelo grupo Hezbollah a partir do Líbano aumentou ainda mais a tensão, já que o grupo declarou apoio ao Hamas e anunciou que suas armas e foguetes estavam à disposição do grupo extremista.
O conflito entre Israel e a Palestina tem raízes que remontam a décadas, começando em sua forma moderna em 1947, quando a ONU propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina sob mandato britânico. Israel foi reconhecido como um país no ano seguinte, e desde então, houve uma disputa persistente por território, com vários acordos de paz malsucedidos na região.
Nesta segunda-feira, os efeitos do conflito também se refletiram no mercado internacional, com a cotação do barril de petróleo subindo quase 5%.
Sequestros e assassinatos
Além do ataque a civis israelenses, os terroristas do Hamas também executaram dezenas de pessoas a sangue frio, ruas, além de sequestrarem pessoas de todas as idades, incluindo crianças, adolescentes e idosos.
Uma dos vídeos de sequestro mostra a cena comovente e chocante de uma adolescente sequestrada pelos criminosos quando se despedia do namorado. Ela foi levada à força pelos terroristas para local desconhecido.
Testemunhas relataram que um grupo de paraquedistas a serviço dos terroristas metralhavam civis à medida em que se aproximavam do solo, além de atirar granadas contra grupos de civis.






