Terapia desenvolvida pela USP reduz tumores em 90% dos pacientes com linfoma em estudo clínico

Uma terapia celular desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo apresentou resultados promissores no tratamento de pacientes com linfoma não Hodgkin. De acordo com um estudo clínico, nove em cada dez participantes tiveram redução significativa dos tumores após receberem a terapia CAR-T, considerada uma das abordagens mais avançadas contra cânceres do sangue.
O tratamento utiliza células de defesa do próprio paciente, que são modificadas geneticamente em laboratório para reconhecer e combater as células cancerígenas. A tecnologia está sendo desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto e integra o estudo clínico Carthedrall, que avalia a segurança e a eficácia da terapia em pacientes com leucemia e linfoma que não responderam aos tratamentos convencionais.
Os resultados reforçam a expectativa de que a terapia possa ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos anos. Além da elevada taxa de resposta observada nos testes, a versão brasileira da CAR-T tem potencial para reduzir os custos do tratamento em comparação com terapias importadas, ampliando o acesso dos pacientes a uma alternativa inovadora no combate ao câncer.
A pesquisa segue em andamento para ampliar a avaliação dos resultados e confirmar a eficácia da tecnologia em um número maior de pacientes.





