Saiba como vão funcionar os radares com inteligência artificial nas rodovias federais

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) testa um novo modelo de fiscalização nas rodovias federais que combina câmeras de videomonitoramento com inteligência artificial (IA). A tecnologia não substitui o policial, mas funciona como um sistema de apoio para identificar possíveis infrações em tempo real.
Na prática, o sistema é formado por câmeras instaladas em pontos estratégicos das rodovias. Esses equipamentos captam imagens do tráfego continuamente e usam algoritmos de IA para reconhecer comportamentos considerados de risco, como ultrapassagens proibidas, circulação pelo acostamento e manobras perigosas.
Quando o sistema identifica uma situação suspeita, ele não aplica multa automaticamente. Em vez disso, gera um alerta que é enviado imediatamente para um centro de controle da PRF. Nesse momento, a imagem aparece para um agente, que analisa o caso ao vivo.
A decisão final continua sendo humana. O policial verifica se realmente houve infração de trânsito e, só então, pode emitir a autuação. Ou seja, a inteligência artificial atua apenas como “filtro inicial” para chamar atenção do agente.
O sistema também será capaz de identificar outras condutas, como uso de celular ao volante e falta de cinto de segurança. Em alguns casos, as câmeras conseguem até registrar o interior do veículo com alta resolução, mas a fiscalização depende sempre da confirmação do agente.
Outro ponto importante é que não haverá monitoramento contínuo individual dos motoristas nem gravação permanente das imagens analisadas pela IA. O objetivo é funcionar como apoio pontual à fiscalização, e não como vigilância constante.
A fase de testes terá duração de 180 dias. Durante esse período, a PRF vai avaliar a eficiência do sistema, a redução de riscos nas estradas e a precisão das detecções. Somente depois disso será decidido se a tecnologia será adotada de forma definitiva nas rodovias federais.






