Mortes no trânsito envolvendo motocicletas já representam 41,6% dos óbitos no Brasil, aponta estudo

O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, com destaque para o aumento dos óbitos envolvendo motocicletas, que chegaram a 15.459 casos e passaram a representar 41,6% das mortes nas vias terrestres do país. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Apesar de o total de mortes no trânsito ter caído 20% na última década, em comparação a 2014, quando foram registradas 43.780 ocorrências, as mortes com motos seguem em trajetória de alta. Naquele ano, os óbitos envolvendo motocicletas somavam 12.604, o equivalente a 28,7% do total.
Segundo o estudo, entre 2019 e 2024, houve um aumento de 38% nas mortes envolvendo motos, passando de 11.182 para 15.459 registros.
O relatório aponta que a expansão da economia de aplicativos alterou a dinâmica da mobilidade urbana no país, transformando a motocicleta em instrumento de trabalho e renda para uma parcela significativa da população, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
O documento também destaca a vulnerabilidade de trabalhadores de aplicativos e mototaxistas, expostos a jornadas intensas, pressão por produtividade e ausência de proteção social, fatores que aumentam o risco de acidentes fatais.
Além dos dados sobre o trânsito, o Atlas da Violência 2026 também registra que o Brasil contabilizou 29.870 homicídios cometidos com armas de fogo em 2024, uma queda de 8,8% em relação a 2023 e de 31,2% na comparação com 2014.






