El Niño quebra recordes em julho e aumenta alerta para chuvas extremas até o início de 2027

O El Niño atingiu em julho uma intensidade nunca registrada para esta época do ano e acende um alerta para o aumento de eventos extremos nos próximos meses. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já ultrapassa 2°C acima da média, nível considerado de intensidade muito forte.
O fenômeno de 2026-2027 está avançando em um ritmo sem precedentes nos registros modernos. Em eventos históricos como os de 1982, 1997 e 2015, esse patamar de aquecimento só foi alcançado mais próximo do fim do ano.
Projeções climáticas indicam que o El Niño pode continuar ganhando força e se tornar um dos mais intensos já observados. A combinação do oceano mais quente com alterações na circulação atmosférica aumenta o risco de períodos de chuva intensa e eventos extremos.
No Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, o cenário preocupa pela possibilidade de sucessivos episódios de chuva acima da média, temporais e novas enchentes nos próximos meses. O comportamento do fenômeno será acompanhado de perto pelos órgãos de monitoramento climático.







