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Super El Niño deve causar novas enchentes nos próximos meses, alertam meteorologistas


Por Redação / Agora no Vale Publicado 24/07/2026
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A preocupação aumenta porque os rios e o solo permanecem saturados

A enchente que atinge o Rio Grande do Sul em julho de 2026 pode ser apenas o primeiro de uma sequência de eventos de cheia no Sul do Brasil. A previsão de especialistas aponta que um El Niño de forte intensidade deve continuar ganhando força e aumentar o risco de chuvas acima da média, temporais e novas enchentes nos próximos meses.

O fenômeno altera a circulação da atmosfera e favorece o transporte de umidade para o Sul do país. Com mais vapor de água disponível, sistemas como frentes frias, áreas de baixa pressão e ciclones extratropicais podem provocar volumes elevados de chuva em pouco tempo.

A preocupação aumenta porque os rios e o solo permanecem saturados após períodos de precipitação intensa. Com pouca capacidade de absorção, novas chuvas podem elevar rapidamente os níveis dos rios, causando transbordamentos, alagamentos e deslizamentos.

O risco não se concentra apenas no Rio Grande do Sul. Santa Catarina e Paraná também podem enfrentar impactos, especialmente em regiões próximas a grandes bacias hidrográficas, onde a repetição de episódios de chuva forte pode provocar novas cheias.

A primavera, entre setembro e novembro, tende a ser um período de maior atenção, com aumento da ocorrência de frentes frias e temporais. A combinação de calor, umidade e sistemas meteorológicos mais intensos pode favorecer eventos extremos.

A atual enchente serve como um alerta para os próximos meses. Com o El Niño ainda em fortalecimento, meteorologistas indicam que o Sul do Brasil deve permanecer em um cenário de alto risco para chuvas volumosas e novos episódios de inundação.


Previsão indica mais de 100 milímetros de chuva no RS na próxima semana

O Rio Grande do Sul deve voltar a enfrentar um período de instabilidade a partir da próxima semana, com previsão de acumulados superiores a 100 milímetros de chuva entre segunda-feira (27) e sábado (1º) em diversas regiões do Estado.

A chuva deve ocorrer em dois momentos. O primeiro, considerado o mais intenso, está previsto entre segunda e quarta-feira, com maiores volumes especialmente na segunda e terça. Após uma breve pausa na quinta-feira, a instabilidade deve retornar entre sexta e sábado.

Segundo meteorologistas, uma frente fria estacionária deve provocar pancadas de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. As regiões Central, Metropolitana, Sul, Planalto Médio e Serra estão entre as áreas com maior possibilidade de acumulados elevados.

O alerta aumenta devido aos rios ainda elevados após a enchente recente. Mesmo volumes de chuva menores do que os registrados nos últimos dias podem causar impactos, já que muitas bacias hidrográficas permanecem com pouca capacidade de absorção.

Outro fator de atenção será o vento sul no Guaíba, previsto para quarta e quinta-feira. O fenômeno pode dificultar o escoamento da água para a Lagoa dos Patos e atrasar a redução do nível do lago, mantendo o risco de alagamentos em áreas vulneráveis.

Foto: Rafael Grun/Prefeitura de Lajeado