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El Niño pode retornar em 2026 e elevar risco de enchentes no Sul, alerta MetSul


Por Redação / Agora no Vale Publicado 04/12/2025
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enchente SC
MARCO FAVERO/SECOM-SC/ARQUIVO

A MetSul Meteorologia divulgou uma análise que aponta a possibilidade de retorno do El Niño em 2026 — cenário que aumentaria o risco de enchentes de grande porte no Sul do Brasil. O alerta reacende a preocupação após a tragédia climática de maio de 2024, quando o Rio Grande do Sul enfrentou o maior desastre de sua história, marcado por enchentes e deslizamentos provocados por um volume extremo de chuva associado a um super El Niño.

O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos e altera significativamente o padrão climático. No Sul, ele aumenta a frequência e a intensidade das chuvas, enquanto Centro-Oeste e Sudeste tendem a registrar ondas de calor.

La Niña segue atuando, mas cenário deve mudar

Atualmente, a condição no Pacífico é oposta: está em vigor um episódio de La Niña, declarado em outubro pela NOAA, com intensidade fraca. A tendência é que o fenômeno permaneça até o início de 2026, dando lugar a um período de neutralidade durante o verão.

O aquecimento do Pacífico Equatorial pode começar no outono, o que elevaria a chance de formação de um novo El Niño ainda em 2026. Apesar disso, a MetSul reforça que a confirmação depende de análises dos próximos meses — e a intensidade do possível evento ainda é incerta.

Se confirmado, o fenômeno poderia se estender até o verão ou outono de 2027. O episódio mais recente de El Niño ocorreu entre 2023 e 2024.

Por que o El Niño agrava enchentes?

Quando o El Niño está ativo, a circulação atmosférica sofre alterações que favorecem a criação de frentes frias e quentes frequentes e sistemas de baixa pressão. A combinação forma um corredor de umidade que mantém o Sul do Brasil sob chuva recorrente e, muitas vezes, volumosa.

Segundo a MetSul, esse padrão leva a semanas consecutivas de precipitação acima da média, saturando o solo e elevando rapidamente o nível de rios, arroios e barragens. Assim, mesmo chuvas não extremas podem desencadear enchentes, enxurradas e transbordamentos.

O fenômeno também costuma potencializar temporais severos, aumentando o risco de alagamentos e danos.

A MetSul destaca que enchentes podem ocorrer mesmo sem El Niño, mas os episódios mais devastadores da história — como os de 1941 e 2024 — costumam acontecer durante fases fortes do fenômeno.

As projeções devem ser atualizadas nos próximos meses, conforme a meteorologia acompanha a evolução das temperaturas no Pacífico e a transição entre os fenômenos climáticos.

Fonte: Metsul.com

https://metsul.com