Prefeitos buscam solução emergencial para ponte entre Encantado e Muçum; ponte provisória de ferro é alternativa

A interdição da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, mobiliza prefeitos do Alto Taquari e o Governo do Estado na busca por uma solução emergencial para restabelecer a ligação entre os municípios. Nesta segunda-feira (27), representantes da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) se reúnem com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, para discutir alternativas diante dos danos identificados em um dos pilares da estrutura.
Entre as principais propostas está a instalação de uma ponte provisória do Exército, enquanto não há definição sobre o prazo para recuperação da travessia.
Falta de laudo técnico preocupa lideranças
A maior preocupação dos prefeitos é a ausência de um diagnóstico conclusivo sobre as condições da ponte. Sem um laudo técnico, ainda não há previsão sobre quando a estrutura poderá voltar a receber veículos ou se será necessária uma intervenção mais ampla.
Segundo as lideranças da região, as estimativas variam entre poucos dias e até três meses de interdição, cenário que dificulta o planejamento das ações emergenciais.
Desde o último sábado, apenas ambulâncias tinham autorização para utilizar a travessia em situações de emergência. Nesta segunda-feira, a passagem de pedestres também foi liberada.
Ponte militar é uma das alternativas
Diante da indefinição, os prefeitos defendem a instalação de uma ponte provisória do Exército em um ponto próximo à estrutura atual, utilizando uma área onde anteriormente funcionava uma travessia por balsa.
Outra hipótese analisada foi a utilização de uma ponte militar diretamente sobre o trecho danificado, alternativa que, em um primeiro momento, não recebeu aval da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).
A expectativa é que a reunião com o governador defina quais medidas poderão ser adotadas para restabelecer a ligação entre Encantado e Muçum o mais rapidamente possível.
Interdição pressiona rotas alternativas
O bloqueio da ponte também aumentou o fluxo em estradas secundárias utilizadas como desvios, especialmente pelos acessos via Roca Sales, Guaporé e Anta Gorda.
Segundo os prefeitos, muitas dessas vias não foram projetadas para suportar o tráfego intenso de caminhões pesados, o que aumenta o risco de novos danos e eleva os custos de manutenção para os municípios.
Cooperação entre municípios também está na pauta
Além da situação da ponte, os prefeitos discutem a implementação de um termo de cooperação entre municípios atingidos por eventos climáticos.
A proposta pretende criar um mecanismo legal para permitir que prefeituras disponibilizem máquinas, equipamentos e equipes a cidades vizinhas durante situações de emergência, agilizando o atendimento em casos de enchentes, deslizamentos e outras ocorrências provocadas por desastres naturais.







