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Prefeitos buscam solução emergencial para ponte entre Encantado e Muçum; ponte provisória de ferro é alternativa


Por Redação Publicado 27/07/2026
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Ponte de Ferro (1)

A interdição da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, mobiliza prefeitos do Alto Taquari e o Governo do Estado na busca por uma solução emergencial para restabelecer a ligação entre os municípios. Nesta segunda-feira (27), representantes da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) se reúnem com o governador Eduardo Leite, no Palácio Piratini, para discutir alternativas diante dos danos identificados em um dos pilares da estrutura.

Entre as principais propostas está a instalação de uma ponte provisória do Exército, enquanto não há definição sobre o prazo para recuperação da travessia.

Falta de laudo técnico preocupa lideranças

A maior preocupação dos prefeitos é a ausência de um diagnóstico conclusivo sobre as condições da ponte. Sem um laudo técnico, ainda não há previsão sobre quando a estrutura poderá voltar a receber veículos ou se será necessária uma intervenção mais ampla.

Segundo as lideranças da região, as estimativas variam entre poucos dias e até três meses de interdição, cenário que dificulta o planejamento das ações emergenciais.

Desde o último sábado, apenas ambulâncias tinham autorização para utilizar a travessia em situações de emergência. Nesta segunda-feira, a passagem de pedestres também foi liberada.

Ponte militar é uma das alternativas

Diante da indefinição, os prefeitos defendem a instalação de uma ponte provisória do Exército em um ponto próximo à estrutura atual, utilizando uma área onde anteriormente funcionava uma travessia por balsa.

Outra hipótese analisada foi a utilização de uma ponte militar diretamente sobre o trecho danificado, alternativa que, em um primeiro momento, não recebeu aval da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR).

A expectativa é que a reunião com o governador defina quais medidas poderão ser adotadas para restabelecer a ligação entre Encantado e Muçum o mais rapidamente possível.

Interdição pressiona rotas alternativas

O bloqueio da ponte também aumentou o fluxo em estradas secundárias utilizadas como desvios, especialmente pelos acessos via Roca Sales, Guaporé e Anta Gorda.

Segundo os prefeitos, muitas dessas vias não foram projetadas para suportar o tráfego intenso de caminhões pesados, o que aumenta o risco de novos danos e eleva os custos de manutenção para os municípios.

Cooperação entre municípios também está na pauta

Além da situação da ponte, os prefeitos discutem a implementação de um termo de cooperação entre municípios atingidos por eventos climáticos.

A proposta pretende criar um mecanismo legal para permitir que prefeituras disponibilizem máquinas, equipamentos e equipes a cidades vizinhas durante situações de emergência, agilizando o atendimento em casos de enchentes, deslizamentos e outras ocorrências provocadas por desastres naturais.