Inicia demolição de imóveis condenados pelas enchentes do Rio Taquari em áreas de arraste em Lajeado

Em mais uma etapa da reconstrução da cidade, a Prefeitura de Lajeado iniciou, nesta sexta-feira, 26/06, a demolição de imóveis localizados em áreas de arraste do Rio Taquari e condenados pela Defesa Civil em razão dos danos estruturais causados pelas cheias de 2023 e 2024. Os primeiros trabalhos ocorrem na rua Bento Rosa, no bairro Hidráulica.
Conforme o coordenador da Defesa Civil de Lajeado, Marcelo Maya, 335 imóveis encontram-se nessa condição e poderão ser contemplados pela ação.

A medida tem como objetivo garantir a segurança da população, preservar a saúde pública, reduzir riscos futuros e contribuir para a requalificação urbana e a recuperação ambiental das áreas atingidas. A iniciativa está fundamentada na Lei Municipal nº 12.153, de 21 de maio de 2026, aprovada pela Câmara de Vereadores, que autoriza o Poder Executivo a promover a demolição total ou parcial, a desobstrução, a limpeza e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos em imóveis particulares localizados no município.
A ação é realizada sem qualquer custo aos proprietários dos imóveis. A demolição não implica perda da propriedade nem altera a titularidade dos terrenos. O objetivo é remover estruturas condenadas e comprometidas pelas enchentes, eliminando riscos à população e permitindo melhores condições de segurança e organização urbana nas áreas afetadas.
O serviço é executado por meio de horas-máquina custeadas com recursos do Governo do Estado, que destinou R$ 5 milhões para a demolição e remoção dos materiais. O prazo previsto para a execução dos trabalhos é de seis meses.
Segundo Maya, as demolições também ocorrerão em outros pontos da cidade, como nos bairros Conservas e Morro 25.
– Estamos avançando em uma etapa necessária da reconstrução de Lajeado. A retirada dessas estruturas ajuda a eliminar riscos, recuperar áreas severamente atingidas pelas enchentes e preparar a cidade para um novo momento. É um trabalho que contribui para a segurança da população, para a saúde pública e para a requalificação de espaços que foram profundamente impactados pelos eventos climáticos – destaca Maya.






