Inadimplência cresce no Rio Grande do Sul e acende alerta para famílias e comércio

A inadimplência voltou a crescer no Rio Grande do Sul durante o primeiro semestre de 2026, refletindo o cenário nacional de aumento das dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias. O avanço das contas em atraso preocupa consumidores, empresas e instituições de crédito, especialmente diante do elevado custo de vida e dos juros ainda em patamar elevado.
Levantamentos do setor apontam que o crescimento da inadimplência tem sido impulsionado principalmente por despesas essenciais, como alimentação, energia elétrica, combustíveis e serviços, que continuam pressionando o orçamento doméstico. Com isso, muitas famílias acabam priorizando gastos básicos e deixam outras contas em atraso.
Bancos lideram volume de dívidas
No Brasil, as dívidas com instituições financeiras seguem liderando o número de registros de inadimplência, seguidas por contas de água, energia, telefonia e comércio. Em abril deste ano, o país atingiu um novo recorde, com 74,8 milhões de consumidores inadimplentes, o equivalente a cerca de 45% da população adulta.
O valor médio devido por consumidor ultrapassa R$ 5 mil, e cada inadimplente possui, em média, pendências com mais de duas empresas credoras.
Impactos na economia
O aumento da inadimplência afeta diretamente a economia. Além de reduzir o poder de compra das famílias, dificulta o acesso ao crédito, aumenta o custo dos financiamentos e obriga empresas a reforçarem critérios para concessão de crédito e vendas a prazo.
No comércio gaúcho, o cenário também exige maior cautela. Empresários relatam crescimento nas renegociações de dívidas e maior preocupação com a recuperação de créditos, especialmente entre pequenos e médios estabelecimentos.
Planejamento financeiro é a principal recomendação
Especialistas orientam que consumidores mantenham controle rigoroso das despesas, priorizem o pagamento de dívidas com juros mais elevados e busquem renegociação antes que as pendências sejam encaminhadas aos órgãos de proteção ao crédito.
A recomendação também é evitar o uso excessivo do crédito, principalmente do cheque especial e do rotativo do cartão, modalidades que possuem algumas das maiores taxas de juros do mercado.






