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Construtora desiste de projeto para construir 1,5 mil moradias a vítimas das enchentes no RS


Por Redação Publicado 14/07/2026
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A Alea, divisão de casas industrializadas da construtora Tenda, desistiu do projeto que previa a construção de 1,5 mil moradias para famílias atingidas pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. As unidades seriam erguidas em Canoas por meio de recursos do programa Minha Casa, Minha Vida.

O contrato foi rescindido em comum acordo com o Governo Federal, sem aplicação de penalidades, e as obras sequer chegaram a ser iniciadas.

Projeto previa investimento de R$ 300 milhões

O empreendimento previa um investimento de aproximadamente R$ 300 milhões em recursos públicos. As residências, com 45 metros quadrados e dois quartos, seriam pré-fabricadas em Jaguariúna (SP) e posteriormente montadas em Canoas para atender famílias que perderam suas casas durante a maior tragédia climática da história do Estado.

Na época da assinatura do contrato, a empresa afirmou que o modelo industrializado permitiria acelerar a entrega das moradias.

Empresa alegou inviabilidade técnica e econômica

Em nota, a construtora informou que o projeto deixou de ser viável por questões técnicas e econômicas. A decisão ocorre em um momento de reestruturação da companhia, que enfrenta prejuízos na operação da Alea e passou a revisar investimentos após pressão de acionistas para reduzir perdas financeiras.

Governo garante atendimento às famílias

Apesar da desistência, o Ministério das Cidades afirmou que a demanda habitacional de Canoas continuará sendo atendida.

Segundo a pasta, a previsão inicial de 3 mil moradias para o município foi ampliada para 3,2 mil unidades, sendo:

  • 1,6 mil casas em contratação ou construção pelo programa Minha Casa, Minha Vida;
  • 1,6 mil imóveis adquiridos por meio do programa Compra Assistida, destinado às famílias atingidas pelas enchentes.

De acordo com o governo, a saída da construtora não comprometerá o atendimento previsto às pessoas que ainda aguardam uma solução habitacional definitiva após a tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024.

foto ilustrativa