Após falhas em alertas durante cheia do Rio Taquari, Eduardo Leite admite necessidade de melhorar comunicação

Governador esteve em Lajeado nesta sexta-feira e afirmou que dados de previsão precisam de atualizações mais frequentes
O governador Eduardo Leite esteve em Lajeado nesta sexta-feira (24) para uma reunião com representantes do município e falou sobre a atuação do Estado durante a última cheia do Rio Taquari. O encontro ocorreu após questionamentos sobre falhas nas previsões de inundação e demora na atualização de informações durante a elevação do rio.
Durante a coletiva, Leite reconheceu que o sistema de comunicação dos alertas precisa ser aprimorado. Segundo ele, os dados utilizados pelos modelos de previsão indicavam inicialmente que o Taquari não atingiria a cota de inundação, mas o cenário mudou com a atualização das informações.
O governador afirmou que houve uma defasagem entre os dados usados pelos modelos e a evolução real das condições climáticas, e defendeu que os alertas tenham atualizações mais frequentes.
“Temos que ter maior clareza na comunicação de que os dados que são fornecidos podem se alterar por conta das variáveis envolvidas”, declarou.
A última cheia gerou críticas de moradores e autoridades locais devido à mudança rápida no cenário, já que a previsão inicial apontava um risco menor e, posteriormente, comunidades precisaram ser retiradas de áreas atingidas.
Leite informou que o governo estadual está implantando novas estações hidrometeorológicas e estudos de modelagem para aprimorar o monitoramento dos rios. Segundo ele, o Estado também deve cobrar maior frequência de atualização dos dados junto aos órgãos responsáveis pelos modelos de previsão.
Sobre a possibilidade de novas chuvas nos próximos dias, o governador afirmou que o cenário ainda apresenta incertezas e que as equipes da Defesa Civil seguirão acompanhando a evolução das previsões.
Ele também destacou que parte das cidades do Vale do Taquari possui áreas naturalmente vulneráveis às cheias e que, além de obras, uma das estratégias é a retirada de moradores dessas regiões de risco.
A visita ocorreu em meio ao alerta para novos volumes de chuva no Rio Grande do Sul e à preocupação de municípios que ainda enfrentam os impactos das recentes enchentes.







