Tráfico usa “ações sociais” para ganhar influência, aponta investigação

Uma mensagem apreendida por investigadores revela uma estratégia de cooptação social atribuída a pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), no contexto de uma operação contra a atuação do grupo no entorno do Distrito Federal.
Segundo as apurações, a organização criminosa buscava ampliar seu domínio territorial e social em municípios como Formosa (GO) e região, combinando atividades ilícitas com ações de aproximação com a população, como a distribuição de brinquedos a crianças.
Em um dos registros analisados, um integrante envia à mãe uma foto de presentes e afirma que “foi o PCC que trouxe” os itens para distribuição. Na conversa, ele sugere que a ação serviria para fortalecer a imagem do grupo na comunidade, em uma tentativa de normalizar sua presença social.
As investigações apontam que esse tipo de estratégia fazia parte de um plano mais amplo de consolidação de influência local, aliado ao monitoramento das forças de segurança, articulação de pontos de venda de drogas e busca por armas de fogo.
O caso integra a operação Convergência Nacional, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Gaeco, com apoio de forças policiais de diferentes estados. A ação cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de integrar ou apoiar a estrutura criminosa na região.
De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma articulada em diferentes estados, com foco em expandir presença e controle em áreas estratégicas do entorno do Distrito Federal.
As apurações seguem sob sigilo.
Fonte: O Globo





