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Rifas falsas, sites clonados e anúncios patrocinados enganosos; golpes digitais disparam


Por Redação / Agora no Vale Publicado 10/06/2026
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Young man works at the computer at night.

O aumento de fraudes digitais tem preocupado autoridades e especialistas em segurança no Brasil. Golpistas têm utilizado redes sociais, aplicativos de mensagens e até mecanismos de busca para aplicar golpes envolvendo rifas falsas, campanhas de doação inexistentes e sites clonados que simulam páginas de bancos, lojas e serviços oficiais.

Segundo especialistas em segurança digital, esses golpes têm se tornado mais sofisticados e difíceis de identificar, atingindo milhares de vítimas diariamente no país.

Golpes mais comuns nas redes sociais

Nas redes sociais como Instagram e Facebook, criminosos costumam criar perfis ou páginas falsas que divulgam:

  • Rifas inexistentes com prêmios de alto valor
  • Campanhas de doação falsas (geralmente envolvendo crianças, doenças ou tragédias)
  • Promoções irreais de produtos eletrônicos, roupas ou ingressos
  • Venda de produtos que nunca serão entregues

Essas postagens frequentemente aparecem com aparência legítima, incluindo imagens profissionais, textos bem produzidos e comentários falsamente positivos. Em muitos casos, os golpistas usam contas automatizadas para simular engajamento e aumentar a credibilidade.

Um dos sinais de alerta é justamente o comportamento “artificial” da publicação: páginas recém-criadas, poucos seguidores, crescimento repentino e comentários genéricos ou repetitivos.

Golpes em mecanismos de busca

Outro método cada vez mais comum ocorre em buscadores como o Google. Criminosos pagam anúncios ou usam técnicas de otimização para fazer sites falsos aparecerem entre os primeiros resultados.

Esses sites podem imitar páginas de:

  • bancos e instituições financeiras
  • lojas online conhecidas
  • serviços de entrega e e-commerce
  • órgãos públicos ou plataformas de pagamento

Ao acessar essas páginas, a vítima pode inserir dados pessoais, senhas ou realizar pagamentos que vão diretamente para os golpistas.

Como os golpes funcionam

Em geral, os criminosos utilizam três estratégias principais:

  1. Engenharia social – exploram emoção, urgência ou senso de oportunidade
  2. Imitação visual – copiam identidade visual de empresas reais
  3. Distribuição em massa – impulsionam anúncios ou perfis falsos para alcançar muitas pessoas rapidamente

Como se proteger

Especialistas recomendam algumas medidas simples, mas essenciais:

1. Desconfiar de ofertas “boas demais”
Preços muito abaixo do mercado ou prêmios fáceis são sinais clássicos de golpe.

2. Verificar a origem do perfil ou site

  • conferir data de criação da página
  • checar número real de seguidores
  • observar inconsistências no endereço do site (URLs estranhas ou com erros)

3. Nunca clicar em links recebidos sem verificação
Principalmente em anúncios ou mensagens compartilhadas.

4. Confirmar informações em canais oficiais
Entrar diretamente no site oficial da empresa ou instituição, digitando o endereço manualmente.

5. Evitar pagamentos antecipados sem garantia
Rifas e vendas que exigem pagamento imediato sem comprovação são de alto risco.

6. Ativar autenticação em dois fatores
Protege contas mesmo em caso de vazamento de senha.

O que fazer se cair em um golpe

  • Registrar boletim de ocorrência
  • Avisar o banco imediatamente em caso de pagamento
  • Denunciar o perfil ou site na plataforma
  • Guardar prints e comprovantes da fraude

Alerta crescente

Com a facilidade de criação de páginas e anúncios pagos, especialistas alertam que o ambiente digital exige atenção constante. A combinação de aparência profissional com engenharia social tem feito com que até usuários experientes sejam enganados.

A recomendação geral é simples: qualquer conteúdo que envolva dinheiro, dados pessoais ou promessas incomuns deve ser tratado com desconfiança e verificado em mais de uma fonte antes de qualquer ação.