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Polícia retoma buscas por família desaparecida há mais de cinco meses no RS


Por Redação Publicado 30/06/2026
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Maconha RJ cão farejador
foto divulgação / ilustrativa

A Polícia Civil voltou a realizar buscas nesta terça-feira (30) pelos corpos de três integrantes da família Aguiar, desaparecida há mais de cinco meses no Rio Grande do Sul. A nova operação foi motivada por uma denúncia anônima, que indica que as vítimas podem estar enterradas na região da Estrada do Paquetá, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

As equipes contam com o apoio de cães farejadores para tentar localizar vestígios que possam esclarecer o caso, considerado um dos mais complexos investigados pela polícia neste ano.

Família desapareceu em janeiro

As vítimas são Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70. Eles desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro, em Cachoeirinha.

Como não há qualquer sinal das vítimas desde então, a investigação considera remotas as chances de encontrá-las com vida. O caso é tratado como duplo feminicídio e homicídio qualificado.

Principal réu continua preso

O principal acusado é o policial militar C. D. F., ex-marido de Silvana, que permanece preso preventivamente. Ele responde por dois feminicídios, um homicídio qualificado, além dos crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

Também respondem ao processo a atual esposa do policial, M. R. D., acusada de participação nos homicídios e em outros delitos, e o irmão dele, W. D. F., investigado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa. Ambos respondem em liberdade.

Investigação continua mesmo após conclusão do inquérito

Embora o inquérito policial tenha sido concluído em abril, a Polícia Civil afirma que novas diligências continuam sendo realizadas sempre que surgem informações relevantes.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Anderson Spier, equipes seguem analisando dados e verificando denúncias que possam contribuir para a localização dos corpos.

Até o momento, as análises complementares não apresentaram elementos que alterem a linha de investigação já estabelecida.

Crime teria sido planejado

De acordo com a investigação, o assassinato da família teria sido premeditado e motivado por disputas envolvendo a guarda do filho do casal e questões patrimoniais.

A polícia sustenta que Silvana foi morta dentro da própria residência. Em seguida, os pais dela teriam sido atraídos ao local e assassinados em uma ação planejada para dificultar a descoberta dos crimes.

As investigações também apontam que houve tentativas de ocultar provas e despistar as autoridades após os desaparecimentos.

Processo avança na Justiça

Na esfera judicial, o Ministério Público denunciou três investigados. A denúncia já foi aceita pela Justiça, e o processo está na fase de resposta à acusação, quando as defesas apresentam suas manifestações iniciais.

Mesmo sem a localização dos corpos, a Polícia Civil afirma que reuniu um conjunto de provas considerado suficiente para responsabilizar os envolvidos pelos crimes, enquanto as buscas seguem na tentativa de localizar as vítimas e esclarecer definitivamente o caso.