PF indicia ex-presidente do INSS e mais 47 investigados em esquema bilionário de fraudes contra aposentados

A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro relatório da Operação Sem Desconto e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o indiciamento de 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores financeiros do esquema.
Relatório é o primeiro da Operação Sem Desconto
O documento é o primeiro relatório conclusivo da investigação, iniciada para apurar um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Segundo a Polícia Federal, as fraudes teriam provocado um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 bilhões, envolvendo entidades que realizavam cobranças diretamente nos benefícios previdenciários sem autorização válida dos segurados.
Parte dos investigados já está presa preventivamente desde o fim de 2025 por decisão do ministro André Mendonça, relator dos inquéritos no STF.
Próximo passo será análise da PGR
Com a entrega do relatório ao Supremo, caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar as provas reunidas pela Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia criminal contra os investigados ou solicita novas diligências.
O inquérito segue em andamento e novos relatórios ainda devem ser encaminhados ao STF à medida que outras frentes da investigação forem concluídas.
Operação continua
A Operação Sem Desconto investiga a atuação de organizações suspeitas de utilizar entidades associativas para realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários, além de possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude contra a administração pública.
Desde o início da investigação, a Polícia Federal já cumpriu diversas fases da operação, com prisões, buscas e apreensões, bloqueio de bens e quebra de sigilos, em uma das maiores apurações já realizadas envolvendo fraudes no sistema previdenciário brasileiro.






