Ao clicar em "Continuar navegando", você concorda com o uso de Cookies e com a Política de privacidade do site.

  • Banner de publicidade

PF indicia ex-presidente do INSS e mais 47 investigados em esquema bilionário de fraudes contra aposentados


Por Redação Publicado 14/07/2026
Ouvir: 00:00
INSS AGÊNCIA BRASIL
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro relatório da Operação Sem Desconto e encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o indiciamento de 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais operadores financeiros do esquema.

Relatório é o primeiro da Operação Sem Desconto

O documento é o primeiro relatório conclusivo da investigação, iniciada para apurar um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Segundo a Polícia Federal, as fraudes teriam provocado um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 bilhões, envolvendo entidades que realizavam cobranças diretamente nos benefícios previdenciários sem autorização válida dos segurados.

Parte dos investigados já está presa preventivamente desde o fim de 2025 por decisão do ministro André Mendonça, relator dos inquéritos no STF.

Próximo passo será análise da PGR

Com a entrega do relatório ao Supremo, caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar as provas reunidas pela Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia criminal contra os investigados ou solicita novas diligências.

O inquérito segue em andamento e novos relatórios ainda devem ser encaminhados ao STF à medida que outras frentes da investigação forem concluídas.

Operação continua

A Operação Sem Desconto investiga a atuação de organizações suspeitas de utilizar entidades associativas para realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários, além de possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude contra a administração pública.

Desde o início da investigação, a Polícia Federal já cumpriu diversas fases da operação, com prisões, buscas e apreensões, bloqueio de bens e quebra de sigilos, em uma das maiores apurações já realizadas envolvendo fraudes no sistema previdenciário brasileiro.