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Pais orientavam filhos a esconder agressões, aponta investigação sobre morte de menino em Viamão


Por Redação Publicado 17/07/2026
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Foto ilustrativa

As investigações sobre a morte do menino de 3 anos, em Viamão, continuam revelando novos indícios de violência dentro da família. Segundo a Polícia Civil, os pais orientavam os filhos a esconder os machucados e inventar explicações para as marcas no corpo, dificultando a identificação das agressões.

Até o momento, 11 testemunhas já foram ouvidas, e a expectativa é de que o inquérito seja concluído no início de agosto.

Crianças escondiam marcas de violência

De acordo com a investigação, as crianças eram incentivadas a usar roupas compridas para ocultar hematomas e recebiam orientações para justificar os ferimentos caso fossem questionadas por outras pessoas.

Os policiais também realizaram uma perícia na residência onde a família vivia. Conforme o levantamento, a casa era pequena, construída em madeira e sem portas internas, tendo os ambientes separados apenas por panos.

Investigação apura participação da mãe

Além do pai, que confessou ter espancado o filho, a Polícia Civil também investiga a conduta da mãe da criança.

Ela responderá por um inquérito que busca esclarecer se houve omissão diante das agressões ou participação direta nos episódios de violência. A apuração deverá contar com avaliações psicológicas das demais crianças da família.

Em outro procedimento, os investigadores analisam indícios de que a mulher também seria vítima de violência física e psicológica praticada pelo marido.

Histórico em outros estados

A investigação ganhou dimensão nacional após as polícias civis de Santa Catarina e São Paulo encaminharem registros que apontam suspeitas de maus-tratos envolvendo a família entre 2024 e 2025.

A Polícia Federal e a Interpol também foram acionadas para verificar o histórico dos estrangeiros e a situação migratória da família no Brasil.

Falhas na rede de proteção também são investigadas

Outro foco da investigação é a atuação da rede de proteção à infância de Viamão.

Os investigadores buscam identificar quais providências foram adotadas após sucessivos indícios de maus-tratos e se houve falhas no acompanhamento do caso por órgãos responsáveis pela proteção das crianças.

Pai confessou as agressões

Segundo a Polícia Civil, o pai confessou ter agredido o filho após a criança não lhe desejar “bom dia”.

Em depoimento, ele relatou ter desferido socos no tórax e no abdômen do menino, além de bater a cabeça da vítima contra o chão. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O homem permanece preso preventivamente e responderá pelo homicídio qualificado. A mãe também está presa preventivamente enquanto prosseguem as investigações sobre sua eventual responsabilidade no caso.