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Operação mira grupo que simulava atendimento de financeiras e desviava pagamentos de vítimas


Por Redação / Agora no Vale Publicado 16/06/2026
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Fraude boletos celulares agora no vale

Um esquema criminoso de alcance nacional que falsificava boletos bancários e simulava atendimento oficial de instituições financeiras foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta terça-feira (16). A ação, batizada de Operação Paper Trail, resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão contra suspeitos ligados a um grupo com base em São Paulo.

Segundo a investigação do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a quadrilha atuava de forma estruturada e altamente organizada, explorando clientes de bancos e financeiras em todo o país, especialmente aqueles que buscavam quitar empréstimos antecipadamente.

O golpe começava de forma silenciosa. Os criminosos monitoravam plataformas de reclamações na internet para identificar vítimas que relatavam dificuldades na emissão de boletos. Em seguida, entravam em contato diretamente com essas pessoas por WhatsApp, fingindo ser atendentes oficiais das instituições financeiras.

Com linguagem convincente e aparência de legitimidade, o grupo enviava boletos falsificados com alto grau de semelhança com os originais, incluindo dados reais de empresas como supostos beneficiários dos pagamentos. Em muitos casos, as vítimas acreditavam estar quitando suas dívidas corretamente.

O caso que desencadeou a investigação envolve uma vítima que perdeu R$ 52,2 mil após pagar dois boletos enviados pelos golpistas. Os documentos foram repassados por uma mulher que se apresentava como funcionária de uma financeira — mas toda a abordagem fazia parte da fraude.

A polícia aponta que o esquema tinha divisão clara de funções. Um dos principais investigados, um homem de 35 anos, é apontado como operador central da fraude. Ele teria acesso privilegiado a sistemas internos de uma financeira por meio de contrato de correspondente bancário, o que permitia identificar clientes em situação de quitação antecipada.

Outros integrantes também foram identificados: uma mulher de 28 anos, companheira do principal suspeito, atuava diretamente na execução do golpe; uma mulher de 33 anos era responsável por gerar boletos usados como base para falsificação e por movimentar contas bancárias que recebiam os valores desviados; e um homem de 30 anos coordenava a articulação operacional entre os envolvidos.

A investigação aponta ainda que o grupo explorava justamente a confiança das vítimas no sistema bancário, reproduzindo com precisão canais de atendimento e documentos financeiros para reduzir suspeitas.

A Polícia Civil afirma que as diligências continuam para identificar novos integrantes da organização e mapear todo o caminho do dinheiro obtido com as fraudes, que podem ter atingido vítimas em diversos estados do país.