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China intensifica tecnologia para provocar chuva artificial em meio à seca histórica


Por Redação Publicado 11/06/2025
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foto ilustrativa

Com estiagem severa no norte do país, governo aposta na semeadura de nuvens para salvar colheitas e garantir abastecimento

Diante da escassez hídrica que afeta importantes regiões agrícolas, a China está recorrendo intensamente à chamada semeadura de nuvens, uma técnica de modificação climática que visa provocar chuva artificial. O objetivo é minimizar os impactos da seca prolongada sobre a produção de trigo, o abastecimento de água potável e a geração de energia nas áreas mais afetadas.

Como funciona a semeadura de nuvens

A técnica consiste no lançamento de compostos químicos — como iodeto de prata — na atmosfera por meio de aviões, drones ou canhões terrestres. Esses elementos agem como núcleos de condensação, incentivando a formação de gotículas e, assim, provocando chuva em áreas estratégicas.

As províncias mais atingidas pela estiagem incluem Mongólia Interior, Shaanxi e Shanxi, todas localizadas no norte do país, região responsável por cerca de 80% da produção nacional de trigo.

Aumento das operações e resultados expressivos

De acordo com dados do governo chinês, as operações de chuva artificial aumentaram em 20% somente em 2025 em comparação com o ano anterior. Em uma única semana, o programa estatal foi capaz de gerar aproximadamente 500 milhões de metros cúbicos de água adicional, reforçando o papel da tecnologia como estratégia emergencial para enfrentar eventos climáticos extremos.

Segurança alimentar e energética em jogo

A seca coloca em risco não apenas a produção agrícola, mas também o fornecimento de água potável e a operação de usinas hidrelétricas, que desempenham papel fundamental no sistema energético chinês. Em um país com 1,4 bilhão de habitantes, a capacidade de controlar o clima se tornou uma questão de segurança nacional.

Eficácia e impactos ainda são discutidos

Apesar dos investimentos massivos, a eficácia da semeadura de nuvens ainda é questionada por cientistas. Estudos apontam que os resultados podem variar amplamente, dependendo das condições atmosféricas. Além disso, os possíveis impactos ambientais de médio e longo prazo ainda não são totalmente compreendidos.

China lidera a corrida global pela modificação climática

Com o maior programa de modificação climática do mundo, a China vem liderando iniciativas tecnológicas para interferir no clima, seja por razões agrícolas, ambientais ou estratégicas. À medida que os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais frequentes e intensos, a tendência é que o país continue investindo nessa frente — ainda que o debate científico e ambiental siga aberto.