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Mudança de comportamento? Jovens ficam mais tempo na casa dos pais ou retornam para casa, ponta pesquisa


Por Redação Publicado 23/06/2026
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Everyone, say family!
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O número de jovens adultos que permanecem morando com os pais tem crescido de forma significativa em diferentes países, consolidando o que especialistas já chamam de “geração canguru”. O fenômeno reflete mudanças econômicas, sociais e culturais que estão redesenhando o conceito de independência na vida adulta.

Crescimento histórico nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o avanço desse comportamento é expressivo. Em 2024, cerca de 35% dos adultos entre 18 e 32 anos ainda viviam com os pais. Em 1971, esse percentual era de apenas 8%, evidenciando uma transformação profunda ao longo das últimas décadas.

Outro dado que reforça essa tendência é o aumento das chamadas moradias multigeracionais, imóveis projetados para abrigar três gerações da mesma família. Esse tipo de residência representa hoje cerca de 20% das vendas de imóveis no país, algo que não era registrado há mais de 50 anos.

Tendência também avança no Brasil

No Brasil, o movimento segue direção semelhante. Aproximadamente 1 em cada 4 brasileiros entre 25 e 34 anos ainda vive na casa da família de origem. Na última década, esse número cresceu 137%, mais do que dobrando o total de jovens adultos nessa condição.

Fatores econômicos e sociais explicam mudança

Especialistas apontam que não há uma única causa para o fenômeno, mas sim um conjunto de fatores. Entre os principais estão o aumento do custo de vida, especialmente dos aluguéis, o prolongamento dos estudos e o adiamento de decisões como casamento e formação de família.

Essas mudanças estruturais tornam a permanência na casa dos pais uma alternativa viável para muitos jovens, especialmente em grandes centros urbanos.

Emprego não é fator decisivo

Um dado que chama atenção é que cerca de 70% dos jovens que vivem com os pais estão empregados, número próximo ao de 75% entre aqueles que já vivem sozinhos. A pequena diferença sugere que a permanência no lar familiar não está ligada apenas à falta de renda, mas também a escolhas pessoais e estratégias financeiras.

Laços familiares também influenciam decisão

Além dos fatores econômicos, aspectos emocionais também têm peso relevante. Entre pessoas que vivem em casas multigeracionais, cerca de 35% afirmam que a principal motivação é passar mais tempo com a família.

A tendência indica uma mudança no conceito tradicional de independência, que passa a ser reinterpretado dentro de novos contextos sociais, econômicos e culturais em diferentes partes do mundo.