3I/ATLAS: conheça o novo cometa interestelar que visita o Sistema Solar

Descoberto em junho de 2025, o cometa 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar já registrado e chama atenção por seu tamanho, velocidade e composição química incomum.
O Sistema Solar acaba de receber mais um visitante vindo de fora: o cometa 3I/ATLAS. Trata-se do terceiro objeto interestelar já detectado pela ciência e uma oportunidade rara de estudar corpos celestes que não pertencem ao nosso “bairro cósmico”.
O objeto foi registrado pela primeira vez em 14 de junho de 2025 pelo sistema ATLAS, da NASA, que monitora possíveis ameaças de colisão com a Terra. Dias depois, um grupo de astrônomos amadores no Chile também observou o fenômeno. A confirmação de que se tratava de um cometa interestelar veio no dia seguinte, com a designação oficial C/2025 N1 (ATLAS), também chamada de 3I/ATLAS.

Qual é o tamanho do cometa 3I/ATLAS?
Observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble estimam que o núcleo do cometa tenha entre 320 metros e 5,6 km de diâmetro. Outras análises indicam medidas maiores: o Observatório Vera C. Rubin, no Chile, aponta até 11,2 km, enquanto o astrônomo Avi Loeb, de Harvard, sugere cerca de 46 km com base em dados da missão SPHEREx da NASA – hipótese contestada por parte da comunidade científica.
8 curiosidades sobre o cometa 3I/ATLAS
- É o terceiro objeto interestelar já observado, depois do asteroide ‘Oumuamua (2017) e do cometa 2I/Borisov (2019).
- Move-se aproximadamente duas vezes mais rápido que os anteriores e apresenta dimensões maiores.
- Pode ter origem no “disco espesso” da Via Láctea, uma região antiga e formada por estrelas velhas, diferente do “disco fino” onde está o Sistema Solar.
- Por essa possível origem, é considerado mais antigo que o próprio Sistema Solar.
- É, até agora, o cometa mais antigo já observado.
- Expulsa poeira na direção do Sol, comportamento raro entre cometas, já que o vento solar costuma empurrar os detritos no sentido oposto.
- Tem composição química incomum: análises do Telescópio James Webb revelaram grandes quantidades de dióxido de carbono em relação à água, proporção raríssima em cometas.
- Observações do Very Large Telescope (ESO, no Chile) identificaram emissão de níquel atômico, o que desafia o entendimento atual sobre a formação desses corpos celestes e abre espaço para hipóteses de origem ainda não totalmente explicadas.
Um visitante cósmico misterioso
Assim como aconteceu com ‘Oumuamua e 2I/Borisov, o cometa 3I/ATLAS ficará apenas de passagem pelo Sistema Solar antes de retomar sua trajetória interestelar. Até lá, cientistas de todo o mundo seguem acompanhando o fenômeno para tentar entender melhor sua composição, comportamento e origem.
O 3I/ATLAS reforça a importância da vigilância constante do espaço e oferece à astronomia uma nova chance de observar, em tempo real, como objetos vindos de outras regiões da galáxia interagem com o Sol e seus planetas.
Fonte: Olhar Digital






