Governo anuncia plano de socorro a empresas afetadas por novo tarifaço dos EUA

Medida prevê crédito e apoio a exportadores atingidos por sobretaxa de 25%; Brasil avalia aplicar Lei de Reciprocidade contra Washington
O governo federal anunciou um plano emergencial de apoio a setores exportadores brasileiros afetados pela nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos do país. A sobretaxa, que entra em vigor em 22 de julho, deve atingir cerca de 2,4 mil empresas nacionais e aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a prioridade será oferecer suporte aos setores prejudicados pela medida norte-americana, considerada pelo governo brasileiro “injusta, indevida e ilegal”.
Entre os segmentos mais afetados estão madeira e produtos florestais, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, cerâmica, calçados e açúcar. Produtos como carnes, café, óleos e itens da aviação ficaram fora da nova taxação.
O pacote de auxílio prevê linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além de medidas para facilitar a busca por novos mercados internacionais. O governo avalia que o impacto econômico será menor do que em ações anteriores, devido ao maior número de produtos preservados da tarifa.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil poderá recorrer à Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, para adotar medidas contra barreiras comerciais consideradas prejudiciais ao país.
As autoridades brasileiras também contestaram as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a aplicação das tarifas, que incluem críticas ao Pix, políticas ambientais e comércio digital.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a acusação contra o sistema de pagamentos brasileiro não tem fundamento, destacando que o Pix ampliou a concorrência e reduziu o uso de dinheiro físico e cheques.
Já o Ministério do Meio Ambiente rebateu as críticas relacionadas ao desmatamento, afirmando que houve redução significativa dos índices de desmatamento na Amazônia nos últimos anos.
O governo brasileiro informou ainda que pretende ampliar a diversificação de parceiros comerciais para reduzir a dependência do mercado norte-americano.






