Dólar sobe a R$ 5,20 e bolsa recua com pressão externa e expectativa de juros nos EUA

O dólar comercial fechou em alta de 0,28% nesta quarta-feira (24), cotado a R$ 5,202, após chegar a R$ 5,22 durante o pregão, o maior nível em quase três meses. Foi o segundo dia consecutivo de valorização da moeda norte-americana.
A alta foi impulsionada principalmente pela expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos e pela cautela dos investidores antes da divulgação de indicadores de inflação. O cenário reforça a postura mais restritiva do Federal Reserve, o que fortalece o dólar globalmente.
No mercado acionário, o Ibovespa, operado pela B3, fechou em queda de 0,44%, aos 170.506 pontos, pressionado principalmente por ações de petroleiras e mineradoras.
A queda das commodities também afetou o mercado, com o petróleo registrando recuo pelo terceiro pregão seguido, diante da percepção de menor risco geopolítico e possível aumento da oferta global. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar e a cautela internacional reduziram o apetite por ativos de risco.
No cenário externo, investidores acompanharam negociações entre Estados Unidos e Irã, além da evolução do fluxo no Estreito de Ormuz, fatores que contribuíram para a redução do prêmio de risco no petróleo.
Analistas apontam que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos perdeu força como atrativo para operações financeiras, reduzindo o chamado carry trade e pressionando o câmbio no Brasil.






