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Alta nos imóveis usados do Minha Casa, Minha Vida preocupa setor da construção civil


Por Redação Publicado 04/07/2025
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Foto: Tuca Melges/Estadão Conteúdo

Recorde de financiamentos para imóveis usados levanta alerta entre construtoras, que temem impacto na geração de empregos e na cadeia produtiva

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) registrou em 2024 a maior participação da história de financiamentos destinados à compra de imóveis usados. Foram 155 mil unidades contratadas, o equivalente a 27% das operações com recursos do FGTS, principal fonte de financiamento do programa.

Embora a ampliação das opções de compra seja positiva para os consumidores, o setor da construção civil vê com preocupação o redirecionamento de recursos.

Setor teme perda de dinamismo na construção

O principal alerta vem das construtoras, que argumentam que o crescimento da fatia de imóveis usados pode reduzir o fôlego da construção civil, setor que desempenha papel essencial na economia nacional.

A explicação é que os imóveis novos movimentam a cadeia produtiva, geram empregos diretos e indiretos, e alimentam o próprio Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que financia o MCMV.

Metade dos lançamentos com apoio do programa

Dados do primeiro trimestre de 2025 indicam que 50% dos lançamentos e vendas de imóveis novos no país ocorreram com apoio do Minha Casa, Minha Vida. O programa tem sido o principal motor do mercado imobiliário, especialmente para famílias de baixa e média renda.

A principal vantagem está nos juros subsidiados, que variam entre 4% e 8,16% ao ano, bem abaixo da taxa média de mercado, hoje próxima de 12%, impactada pela Selic em 15%.

Novas faixas e mais recursos na mira do governo

De olho em ampliar o alcance do programa, o governo Lula estuda a criação de novas faixas para imóveis de até R$ 1,5 milhão, mirando a classe média. A proposta inclui o uso de recursos da poupança e a expansão de contratos corrigidos pelo IPCA, para tornar as operações mais atraentes sem pressionar ainda mais o FGTS.