Ex-faxineiro que se formou em Medicina rejeita romantização da própria trajetória: “foi muito difícil”

A história de Bruno Eulálio Santos, de 27 anos, ganhou repercussão após a conclusão do curso de Medicina na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mas o próprio jovem faz questão de afastar uma narrativa de “superação fácil”.
Antes de chegar ao diploma, Bruno trabalhou como faxineiro em um hospital de Balneário Camboriú e enfrentou uma rotina de trabalho e estudos para conseguir uma vaga na universidade. Durante a preparação para o vestibular, criou cerca de 1,3 mil flashcards para organizar os conteúdos e melhorar a memorização.
A estratégia ajudou no processo, mas, para ele, não resume uma trajetória que envolveu cansaço, dificuldades financeiras e uma carga intensa de responsabilidades.
“Não consigo romantizar, foi muito, muito difícil”, afirmou Bruno ao relembrar os anos de preparação e a graduação.
O jovem destaca que sua história não deve ser usada para reforçar a ideia de que apenas esforço individual é suficiente para superar todas as barreiras. Para ele, o caminho até a Medicina foi resultado de dedicação, mas também envolveu condições, oportunidades e muitos obstáculos.
Hoje formado, Bruno celebra a conquista, mas mantém o alerta sobre a realidade enfrentada por muitos estudantes que tentam ingressar e permanecer no ensino superior.






