Bancos fecham agências físicas pelo País, mas despesas seguem em alta

Os bancos estão cada vez menos presentes nas ruas e cada vez mais concentrados nos aplicativos. Ainda assim, a digitalização não tem significado redução de custos para os grandes players do sistema financeiro.
Em 2025, Itaú, Bradesco e Santander — os três maiores bancos privados do país — fecharam 2.334 agências e postos de atendimento, acelerando um movimento que já vinha ocorrendo há anos. Em uma década, o Brasil perdeu mais de um terço da rede física bancária.
O Bradesco liderou os cortes, com 1.356 unidades encerradas, o equivalente a uma redução de 28,2%. O Santander fechou 579 pontos (-25,6%), enquanto o Itaú desativou 399 unidades, queda de 13,6%.
A estratégia é clara: diminuir o chamado “custo de servir” e enfrentar a concorrência direta das fintechs e bancos digitais, como Nubank, Inter e C6, que juntos já ultrapassam 180 milhões de contas ativas no Brasil.
O paradoxo aparece nos números financeiros. Mesmo com menos agências, as despesas operacionais continuam crescendo. Em 2025, o Bradesco elevou seus custos em 8,5%, alcançando R$ 64 bilhões. No Itaú, as despesas avançaram 7,5%, somando R$ 66 bilhões.
Na prática, os grandes bancos estão trocando gastos com aluguel, manutenção e estrutura física por investimentos pesados em tecnologia, dados, segurança digital e profissionais especializados. O objetivo é proteger espaço diante de concorrentes mais ágeis e digitais, que avançam rapidamente sobre um mercado antes dominado pelos bancões.






