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Brasil reduz taxa de analfabetismo e registra menor nível da história em 2025


Por Redação Publicado 22/06/2026
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A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, segundo dados recentes. É a primeira vez que o indicador fica abaixo da marca de 5%, embora ainda existam cerca de 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever.

Para o IBGE, o analfabetismo é caracterizado pela incapacidade de ler e escrever um bilhete simples no idioma que a pessoa conhece.

Meta educacional não foi cumprida

Apesar da redução histórica, o país não atingiu a meta do Plano Nacional de Educação, que previa a erradicação do analfabetismo até o fim de 2024.

O resultado indica avanço, mas também evidencia a persistência de desigualdades estruturais no acesso à educação básica no Brasil.

analfabetismo Brasil

Nordeste concentra mais da metade dos casos

A região Nordeste segue como a mais afetada, reunindo cerca de 4,8 milhões de analfabetos, o equivalente a 57,4% do total nacional. O número supera a população de estados inteiros como o Amazonas.

O dado reforça a concentração regional do problema e a desigualdade histórica no acesso à escolarização.

Idosos e desigualdade racial seguem como desafios

Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo chega a 13,8%, bem acima da média nacional. Esse grupo reúne aproximadamente 4,8 milhões de pessoas, representando 58% de todos os analfabetos do país.

A desigualdade também aparece no recorte racial. Entre idosos, pessoas pretas e pardas apresentam taxa de analfabetismo quase três vezes maior do que a de pessoas brancas. No grupo de adultos entre 25 e 60 anos, 65% dos brancos concluíram a educação básica, contra 51% entre pretos e pardos.

Escolaridade avança no país

Apesar dos desafios, o nível de instrução da população brasileira evoluiu na última década. A proporção de adultos com ensino básico completo passou de 46% em 2016 para 57% em 2025.

A média de anos de estudo também cresceu, saindo de 9,1 para 10,2 anos no período. Já o ensino superior completo aumentou de 15% para 21%, indicando expansão gradual do acesso à educação no país.