Governo amplia financiamento de carros usados e permite compra por motoristas de app e taxistas

Veículos usados deverão ser fabricados a partir de 2024, ser elétricos, híbridos ou flex e custar até R$ 150 mil
O governo federal ampliou as regras do programa Move Brasil, permitindo que motoristas de aplicativos, taxistas e cooperativas de táxi também financiem veículos seminovos com condições especiais de crédito.
Antes, a linha de financiamento era destinada apenas à compra de carros novos. Com a mudança, veículos usados também poderão ser incluídos, desde que atendam aos critérios estabelecidos: fabricação a partir de 2024, motorização elétrica, híbrida ou flex e valor máximo de R$ 150 mil.
A nova regra foi incluída em uma medida provisória editada pelo governo e amplia o acesso à linha de crédito que prevê até R$ 30 bilhões para renovação da frota utilizada por profissionais do transporte.
Além do automóvel, o financiamento poderá incluir itens como seguro do veículo, seguro prestamista — que cobre a dívida em situações como morte do contratante — e equipamentos de segurança voltados principalmente a mulheres motoristas.
Condições do financiamento
O programa prevê:
- Juros de 0,91% ao mês para mulheres motoristas;
- Juros de 0,99% ao mês para homens motoristas;
- Prazo de pagamento de até 72 meses;
- Carência de até seis meses.
Simulações indicam que, para um veículo de R$ 100 mil financiado em seis anos, a economia em relação a um financiamento tradicional pode chegar a cerca de R$ 44 mil para mulheres e R$ 40 mil para homens.
Já para carros avaliados em R$ 150 mil, a diferença pode ultrapassar R$ 65 mil ao longo do contrato.
Apesar da vantagem nas parcelas, especialistas alertam que a compra de um veículo próprio também envolve custos adicionais, como seguro, IPVA, manutenção e desvalorização, despesas que geralmente não estão incluídas quando o motorista trabalha com carro alugado.
O programa também prevê uma linha de crédito para compra de motocicletas e bicicletas destinadas a mototaxistas e entregadores de aplicativos. A operação, inicialmente prevista para este mês, foi adiada para o dia 27 devido a ajustes nos sistemas dos bancos públicos.






