Inflação no RS desacelera em junho, mas fica maior que a média Brail; conta de luz pressiona

A inflação na Região Metropolitana de Porto Alegre (usadA como parâmetro para o RS) ficou em 0,36% em junho, segundo dados divulgados pelo IBGE. Apesar da desaceleração em relação aos 0,57% registrados em maio, o índice permaneceu acima da média nacional, que foi de 0,16% no período.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,18% no primeiro semestre e de 4,80% nos últimos 12 meses, acima dos 4,47% registrados no período imediatamente anterior.
O principal responsável pela inflação de junho foi o grupo Habitação, que avançou 1,32% e respondeu pelo maior impacto no índice. A maior pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 4,67% após a manutenção da bandeira tarifária amarela e o reajuste de 14,89% aplicado por uma das concessionárias a partir de 19 de junho.
Alimentos continuam subindo, mas em ritmo menor
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,24%, bem abaixo dos 2,89% observados em maio para os produtos consumidos em casa.
Entre os itens que mais aumentaram estão:
- Morango: +10,98%;
- Batata-inglesa: +7,25%;
- Tomate: +6,64%;
- Cebola: +4,54%;
- Carnes: +0,75%.
Já os principais recuos foram registrados na:
- Laranja-baía: -13,51%;
- Presunto: -4,95%;
- Alface: -4,23%;
- Carne suína: -4,21%;
- Maçã: -3,09%.
As refeições fora de casa também tiveram desaceleração, com alta de 0,33%, frente aos 0,90% de maio.
Passagens aéreas e ônibus também pesam
O grupo Transportes apresentou elevação de 0,12%, influenciado principalmente pelo aumento das passagens aéreas, que subiram 6,52%, e das tarifas de ônibus intermunicipais, reajustadas em 3,45%.
Por outro lado, ajudaram a conter a inflação a redução no seguro de veículos (-3,34%) e nas tarifas de transporte por aplicativo (-2,88%).
INPC também desacelera
O INPC, índice que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, ficou em 0,39% na Região Metropolitana de Porto Alegre em junho, abaixo dos 0,55% registrados em maio.
No acumulado do ano, o indicador soma 3,31%, enquanto a alta em 12 meses chegou a 4,64%.
Os dados reforçam que, embora a inflação tenha perdido força em junho, o aumento da energia elétrica continua pressionando o orçamento das famílias gaúchas, enquanto os preços dos alimentos começam a dar sinais de estabilização após fortes altas registradas nos meses anteriores.






