MP pede indenização de R$ 120 milhões contra Virgínia Fonseca e plataforma de apostas

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ingressou com uma ação civil pública contra a influenciadora digital Virgínia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze, pedindo a condenação solidária ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
A ação, protocolada nesta quarta-feira (8), aponta que a divulgação do site de apostas teria ocorrido de forma abusiva e explorado a vulnerabilidade dos consumidores. Segundo o MP, haveria uma “engenharia predatória de exploração” baseada na captação de apostadores por meio de estratégias de divulgação.
De acordo com o processo, a promotoria investiga publicações feitas por Virgínia nas redes sociais para promover a plataforma. O órgão afirma que a influenciadora teria recebido percentual sobre perdas de usuários atraídos por meio de suas divulgações durante uma partida da Copa do Mundo.
Durante a apuração, servidores do MPDFT realizaram cadastro na plataforma para acompanhar o funcionamento do sistema de apostas. A investigação identificou o envio de mensagens promocionais com promessas de vantagens aos usuários.
A Promotoria de Defesa do Consumidor também informou ter recebido cerca de 42 mil reclamações relacionadas à plataforma.
Para o Ministério Público, a publicidade feita por influenciadores, associada à ideia de ganhos fáceis e à redução da percepção dos riscos das apostas, pode estimular comportamentos compulsivos e causar prejuízos financeiros aos consumidores.
Defesas
A defesa de Virgínia Fonseca afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e que irá apresentar seus argumentos durante o processo. O advogado da influenciadora negou qualquer atuação predatória ou intenção de prejudicar consumidores.
A Blaze informou que segue a legislação e as normas aplicáveis às apostas online. A empresa afirmou que suas operações são baseadas em práticas de segurança e jogo responsável e que prestará esclarecimentos quando for oficialmente notificada.






