Mutirão nacional de pé e tornozelo realiza cirurgias e reduz fila de espera no Hospital Estrela

O Hospital Estrela (HE), da Rede de Saúde da Divina Providência, recebe entre os dias 4 e 6 de junho a 7ª edição do “Pé na Estrada”, mutirão humanitário promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé). A ação reune 24 especialistas de diferentes regiões do país, entre elas: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais para a realização de 29 cirurgias em pacientes que já aguardavam na fila do SUS por procedimentos na área de pé e tornozelo.
Criado em 2020, o projeto percorre diferentes cidades brasileiras levando assistência especializada, reduzindo filas de espera e promovendo troca de conhecimento entre profissionais da área. Esta foi a primeira vez que o mutirão ocorreu em Estrela.
De acordo com o Gerente Médico do HE, Gabriel Klecius, a iniciativa teve impacto direto na vida dos pacientes e também no fortalecimento técnico das equipes envolvidas.
“É muito importante para os pacientes terem a oportunidade de agilizar a fila do SUS de pé e tornozelo. Nós tínhamos cerca de 100 pacientes aguardando por esses procedimentos, então o mutirão ajuda a dar mais agilidade a essa demanda. Além disso, existe uma troca de conhecimento muito importante entre os próprios cirurgiões, o que fortalece ainda mais a assistência prestada”, destaca.
Idealizador do projeto, o Dr. José Sanhudo afirma que o “Pé na Estrada” nasceu do desejo de aproximar o atendimento especializado da população e criar uma rede colaborativa entre profissionais da área.
“A iniciativa nasceu em 2020 e, desde então, já realizamos sete edições. É sempre uma satisfação muito grande. Funciona super bem, o pessoal é muito motivado, os hospitais nos recebem muito bem e essa boa vontade contagia. É muito bacana ver que quem participa sempre pergunta quando será a próxima edição”, comenta.
A médica ortopedista Dra. Gabriele Piccinin, anfitriã da edição em Estrela, ressalta que a mobilização foi organizada pensando especialmente na necessidade dos pacientes da região.
“Tivemos essa iniciativa tendo em vista que a fila de espera de Estrela era muito grande. Toda a organização foi realizada com muito cuidado e tudo foi estruturado da melhor forma para atender os pacientes e receber os profissionais envolvidos no mutirão”, afirma.
Entre os pacientes atendidos esteve Guido Roosevalt, morador de Arroio do Meio, que aguardava há três anos por uma cirurgia no ligamento do tornozelo.
“Eu convivia com muitas dores. Hoje eu posso agradecer a esses profissionais que estão se empenhando e se dedicando a fazer esse mutirão”, relata.
O mutirão deixou como legado o fortalecimento do acesso à saúde especializada, o compartilhamento de experiências entre equipes médicas e a transformação na vida de pacientes que aguardavam há anos pela oportunidade de voltar a viver sem dor.





