Líderes mundiais assinam acordo de cessar-fogo em Gaza sem presença de Israel e Hamas

Documento foi firmado nesta segunda-feira (13) no Egito, horas após libertação de 20 reféns israelenses pelo Hamas
Líderes de diversos países assinaram nesta segunda-feira, 13 de outubro, em Sharm El-Sheik, Egito, um acordo oficializando o cessar-fogo na Faixa de Gaza, em meio à guerra entre Israel e o grupo Hamas. A assinatura ocorreu sem a presença das partes diretamente envolvidas no conflito.
O encontro, denominado “cúpula da paz em Gaza”, contou com a participação de mais de 20 autoridades, incluindo representantes dos Estados Unidos, Egito, Turquia, Catar, França, Reino Unido e Itália. O objetivo do encontro é conduzir a segunda fase de negociações do plano de paz, apresentado no final de setembro, que prevê o fim da guerra, a implementação de condições para uma paz duradoura e a criação de um conselho para supervisionar Gaza no período inicial do pós-guerra.
Liberação de reféns
Horas antes da assinatura, o Hamas libertou 20 reféns israelenses que estavam sob seu poder há mais de dois anos. Segundo o acordo, Israel iniciou a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua por crimes contra cidadãos israelenses.
O plano prevê ainda a redução dos ataques em Gaza e a retirada gradual das tropas israelenses, que diminuíram a área de ocupação de 75% para 53% do território.
Pendências e próximos passos
Apesar do início do cessar-fogo, detalhes do plano de paz permanecem vagos. Entre os pontos ainda não esclarecidos estão:
- Forma de funcionamento do conselho supervisor de Gaza;
- Entrega das armas pelo Hamas;
- Transição de governança do território palestino;
- Devolução de restos mortais das vítimas ainda não localizadas.
A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa para auxiliar o Hamas na localização dos corpos. Enquanto isso, líderes internacionais reafirmam o compromisso com a reconstrução de Gaza e a continuidade das negociações para consolidar a paz.
Contexto histórico
O ataque do Hamas em outubro de 2023 resultou no sequestro de 251 pessoas, das quais 48 ainda estavam sob seu poder antes do acordo. A operação de liberação de reféns faz parte de medidas anteriores de cessar-fogo e negociações mediadas por diferentes países.
O acordo, embora simbólico, representa um passo significativo para reduzir a escalada do conflito e iniciar a reconstrução de regiões afetadas, abrindo caminho para futuras negociações diplomáticas.
Fonte: G1






