Cão que ficou ao lado do corpo de tutora em Portão será adotado

A morte de Daiane Denise de Mello, 43 anos, em um atropelamento na RS-240, no km 10, deixou como legado uma história de vínculo com um cão comunitário conhecido como “Grandão”, agora acolhido e encaminhado para adoção em Portão, no Vale do Sinos.
Natural de Novo Hamburgo, Daiane vivia há cerca de 20 anos no Loteamento Flamboyant, em Portão. No bairro, era conhecida por uma rotina de trabalho constante como costureira de calçados e pelo cuidado com o animal, que vivia nas ruas da comunidade.
Segundo familiares, Daiane era uma pessoa trabalhadora, discreta e muito ligada à família. Ela deixa um filho de 16 anos, que reside no Vale do Taquari, além do pai e outros parentes. O tio, Vanderlei da Silva, afirmou que a família está abalada com a perda.
“Ela era uma menina trabalhadeira, trabalhava todo dia, sempre trabalhou. Foi uma fatalidade e a gente está abalado com a situação. Era uma pessoa muito querida da família”, disse.
Vínculo com o cão era conhecido no bairro
Moradores relatam que Daiane tinha uma relação próxima com “Grandão”, cão comunitário da região. Ela era apontada como sua principal cuidadora, responsável por alimentação, abrigo em dias de chuva e pelo cuidado diário.
Em retribuição, o animal a acompanhava com frequência pelas ruas do bairro e em caminhadas, tornando-se parte da rotina da moradora e sendo reconhecido na comunidade pelo vínculo com ela.
Animal foi resgatado e será disponibilizado para adoção
Após o acidente, “Grandão” foi acolhido por equipes de proteção animal e encaminhado ao canil municipal de Portão. O cão passará por avaliação veterinária e período de adaptação antes de ser disponibilizado para adoção responsável.
Voluntários envolvidos no resgate afirmam que a prioridade é garantir segurança e bem-estar ao animal, que agora aguarda um novo lar. O canil municipal abriga cerca de 220 animais em situação de abandono.
A história de Daiane e “Grandão” passou a ser lembrada por moradores como um exemplo de cuidado e convivência entre pessoas e animais comunitários, marcado por afeto e rotina compartilhada no bairro.






