Alerta: 37% das mortes de motociclistas no RS envolvem condutores sem habilitação

O Rio Grande do Sul registrou, no primeiro trimestre de 2026, um dado considerado crítico pelas autoridades de trânsito: 37% dos motociclistas mortos no estado não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), segundo levantamento do DetranRS.
O percentual se refere às vítimas identificadas no período entre janeiro e março de 2026 e reforça a preocupação com a condução irregular de motocicletas, um dos principais fatores de risco no trânsito gaúcho.
Dado ganha peso dentro do aumento de mortes
O índice de 37% aparece em um cenário de alta nas mortes de motociclistas, que subiram 8% no período em comparação com o mesmo trimestre de 2025. Foram 122 mortes em 2026 contra 113 no ano anterior.
Mesmo com a redução geral de 12% no total de sinistros no estado, as motocicletas seguem como o grupo mais vulnerável e com maior concentração proporcional de vítimas.
Perfil das vítimas preocupa autoridades
Além da falta de habilitação em uma parcela significativa das mortes, o levantamento também aponta que, entre os motociclistas habilitados, uma parte relevante exercia atividade remunerada, o que reforça a presença de trabalhadores entre as vítimas.
O DetranRS destaca que o dado de 37% sem CNH expõe um problema estrutural de fiscalização e comportamento no trânsito, especialmente em um contexto de crescimento da frota de motos e maior uso para trabalho e deslocamento diário.
Campanha reforça alerta
Diante dos números, o DetranRS lançou uma campanha de conscientização no Maio Amarelo 2026, com ações em cinco cidades gaúchas e intervenções urbanas de forte impacto visual.
O objetivo é reduzir comportamentos de risco e chamar atenção para a vulnerabilidade dos motociclistas, especialmente em um cenário em que mais de um terço das mortes envolve condutores sem habilitação.






