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Univates coordena projetos de restauração ecológica no Vale do Taquari após enchentes


Por Redação / Agora no Vale Publicado 11/03/2026
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A Universidade do Vale do Taquari (Univates) coordena dois projetos voltados à recuperação ambiental das margens do rio Forqueta, em Marques de Souza, no Vale do Taquari. As iniciativas surgem após as enchentes de 2023 e 2024, que causaram danos significativos à vegetação ribeirinha e aumentaram os processos de erosão na região.

As ações são conduzidas pelo Programa de Pós-graduação em Biotecnologia da instituição, sob coordenação da professora doutora Elisete Maria de Freitas. Os projetos combinam técnicas de restauração ecológica e engenharia natural para recuperar um trecho de mata ciliar degradado.

Um dos projetos é financiado pelo Grupo CEEE-Equatorial, por meio da política de Reposição Florestal Obrigatória da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema-RS). A proposta utiliza técnicas que empregam elementos naturais, como estacas de madeira, rochas, biomantas e o plantio de espécies nativas, com o objetivo de estabilizar o solo, conter a erosão e recuperar a vegetação das margens do rio.

Além da contenção imediata dos processos erosivos, o projeto também busca recompor a biodiversidade local e restaurar a funcionalidade ecológica da área.

O segundo projeto foi aprovado em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), voltado ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas a desastres climáticos. A iniciativa amplia o estudo ao avaliar como as técnicas de restauração contribuem para o retorno da fauna e da flora na região.

A área de intervenção tem cerca de 1.170 metros de extensão na margem direita do rio Forqueta. Antes mesmo das enchentes, apenas 31,64% das Áreas de Preservação Permanente ao longo do rio Taquari tinham cobertura de floresta nativa, índice considerado insuficiente para proteger as margens contra processos erosivos.

Entre as metodologias aplicadas estão plantio de espécies nativas em núcleos, semeadura direta e instalação de poleiros artificiais para estimular a dispersão natural de sementes. Também há áreas destinadas à restauração passiva, permitindo a comparação entre diferentes estratégias de recuperação ambiental.

O monitoramento da área ocorre de forma contínua, com avaliações da cobertura vegetal a cada seis meses e acompanhamento da fauna, incluindo polinizadores, formigas, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Entre os resultados esperados estão a estabilização dos processos erosivos, a formação de uma nova floresta ribeirinha funcional e o retorno da diversidade de espécies. O projeto também prevê a elaboração de um manual técnico para orientar ações semelhantes em outras áreas e a divulgação dos resultados para a comunidade e gestores ambientais.

As iniciativas também contribuem para objetivos globais de sustentabilidade, como o combate às mudanças climáticas e a proteção da vida terrestre e aquática.