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Presídio Feminino de Lajeado amplia estrutura de trabalho e dobra número de vagas para apenadas


Por Redação / Agora no Vale Publicado 02/04/2026
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O Presídio Estadual Feminino de Lajeado passou a contar com uma estrutura ampliada de trabalho interno, permitindo a expansão das atividades laborais oferecidas às apenadas. A unidade, localizada no Vale do Taquari, teve o número de vagas de trabalho aumentado de 14 para 30, praticamente dobrando a capacidade de inserção das detentas em atividades produtivas.

A ampliação ocorreu em um espaço de aproximadamente 100 metros quadrados, que foi readequado para receber maquinário industrial completo. O local agora abriga equipamentos utilizados na produção de calçados e bolsas, como máquinas de corte, costura e prensas pneumáticas, formando uma linha de produção semelhante à da indústria calçadista.

As atividades são desenvolvidas em parceria com a empresa Calçados Beira Rio, por meio de uma terceirizada, e envolvem a confecção de produtos dentro da própria unidade prisional. A iniciativa integra um modelo de trabalho prisional que busca oferecer qualificação profissional e ocupação às detentas durante o cumprimento da pena.

Além da área de produção, o presídio também recebeu melhorias na parte administrativa. O novo espaço conta com salas destinadas à direção, segurança, setor técnico e administrativo, além de ambientes para reuniões e capacitação de servidores. A estrutura deve abrigar equipes compostas por analistas, policiais penais e técnicos administrativos.

As obras foram concluídas em um período de seis meses e incluíram adaptações físicas que unificaram ambientes antes separados, permitindo melhor organização e aproveitamento do espaço interno da unidade.

Outro ponto destacado é a participação de apenados de outra unidade prisional na execução das obras, por meio de mão de obra vinculada a programas de trabalho prisional, o que reforça o caráter de formação profissional dentro do sistema.

Atualmente, iniciativas semelhantes vêm sendo adotadas em outras unidades prisionais do Estado, ampliando a oferta de trabalho interno e contribuindo para a ocupação e qualificação da população carcerária feminina.