Ao clicar em "Continuar navegando", você concorda com o uso de Cookies e com a Política de privacidade do site.

Pesquisa da Univates identifica fatores associados ao comportamento suicida no Vale do Taquari


Por Redação / Agora Publicado 02/06/2026
Ouvir: 00:00
1) Ilustrativa para depressão – Crédito – Andrik Lagndfield – Unsplash

Um estudo inédito realizado pela Univates identificou uma forte associação entre impulsividade, desesperança e traumas na infância com o comportamento suicida no Vale do Taquari, região que apresenta uma das maiores taxas de mortalidade por suicídio do Brasil.

A pesquisa analisou 170 participantes, sendo 119 pessoas com histórico de tentativa ou ideação suicida e 51 integrantes do grupo controle. Os resultados apontaram que indivíduos com comportamento suicida apresentaram níveis significativamente mais elevados de desesperança, impulsividade motora e atencional, além de maior incidência de experiências traumáticas durante a infância.

O trabalho foi desenvolvido pela pesquisadora Janaína Chiogna Padilha durante seu doutorado nos programas de pós-graduação da Univates, com orientação dos professores Verônica Contini e Flávio Milman Shansis.

Se você está passando por um momento difícil e precisa de apoio, entre em contato com o CVV: Centro de Valorização da Vida: ligue 188 (24 horas, 7 dias por semana) ou acesse cvv.org.br.

Região concentra altos índices

Segundo o levantamento, o Rio Grande do Sul lidera as estatísticas nacionais de mortalidade por suicídio, com média de 13,34 óbitos por 100 mil habitantes. Dentro desse cenário, o Vale do Taquari aparece entre as regiões com os índices mais elevados do país.

Os pesquisadores destacam que aproximadamente 53% dos registros da região são provenientes de atendimentos em serviços de urgência, emergência e hospitais, evidenciando a gravidade do problema e a necessidade de estratégias preventivas.

Desesperança e trauma infantil foram os principais fatores

Entre os resultados mais relevantes, a desesperança apareceu como um dos principais indicadores associados ao risco suicida. O grupo com tentativa ou ideação suicida apresentou média de 8,43 pontos na escala utilizada pelos pesquisadores, contra 4,14 pontos no grupo controle.

A pesquisa também identificou índices mais elevados de abuso emocional, abuso físico, abuso sexual e negligência física durante a infância entre os participantes com comportamento suicida.

Outro achado importante foi a maior presença de impulsividade motora e atencional nos casos analisados, fatores relacionados à dificuldade de controlar reações emocionais em situações de crise.

Se você está passando por um momento difícil e precisa de apoio, entre em contato com o CVV: Centro de Valorização da Vida: ligue 188 (24 horas, 7 dias por semana) ou acesse cvv.org.br.

Estudo pode auxiliar políticas de prevenção

De acordo com os pesquisadores, os resultados fornecem informações importantes para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à saúde mental, permitindo aprimorar protocolos de triagem em emergências, identificar precocemente pessoas em situação de risco e fortalecer programas de prevenção ao suicídio na região.

O estudo foi publicado na revista científica Cuadernos de Educación y Desarrollo e envolveu pesquisadores dos Programas de Pós-Graduação em Biotecnologia e Ciências Médicas da Univates.

Se você ou alguém que conhece precisa de ajuda emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.